Novas tarifas da Sercomtel devem vigorar a partir de 5ª
Cláudia Lopes
A Sercomtel só deve começar a praticar as novas tarifas de serviços a partir da próxima quinta-feira. O atraso se deve ao fato da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ter exigido que a operadora reenviasse, ontem, suas informações em nova formatação. Tínhamos mandado os dados num formato que não atendia as exigências da agência, explicou o diretor de marketing e serviços, Walter Campanelli.
Na maioria das operadoras do País, o reajuste tarifário começa a vigorar na próxima terça-feira. Além da Sercomtel, a solicitação de novas informações foi feita à Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp), em Ribeirão Preto (SP), e à Companhia Telefônica Brasil Central (CTBC), no Triângulo Mineiro, segundo Campanelli.
Ele espera que a Anatel publique os novos índices da Sercomtel no Diário Oficial na segunda-feira que vem. Depois disso, a operadora terá que publicar um anúncio em jornal de grande circulação comunicando os usuários de seus serviços dois dias antes da entrada em vigor das novas tarifas. Se tudo der certo, faremos a publicação na terça-feira para que os índices possam vigorar a partir de quinta-feira, disse Campanelli.
A cesta básica de serviços (habilitação, assinatura básica e pulso) devem subir em média 6,5%. Mas os valores serão diferentes para cada serviço, que pode inclusive diminuir de preço. A Telepar, por exemplo, reduziu em 89,5% o valor da habilitação, passando de R$ 80 para R$ 8,40 (sem impostos). Os índices oficiais só serão divulgados pela Sercomtel na próxima semana.
O pedido de alteração de preços da operadora à Anatel é semelhante aos das outras empresas de telefonia do Brasil. O anúncio do reajuste de 6,57% foi feito anteontem pela agência. Este índice vai variar conforme a estratégia de cada empresa. As tarifas locais no País terão reajuste de 7,99%, equivalente ao limite máximo fixado pela Anatel. Na longa distância nacional o percentual será de 5,46%. Já na internacional, será de 1,66%.
Nos últimos dias, a Sercomtel não registrou corrida de interessados em novas habilitações. Desde janeiro passado, a média da operadora tem sido de 1,2 mil habilitações por mês na telefonia fixa.





