O presidente da Light, Michel Gaillard, o ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) David Zylbersztajn, o presidente da BHP Billiton, Wilson Brumer, e o presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, elogiaram o fato de o governo anunciar novas regras para o setor de energia.
Zylbersztajn afirmam que ‘‘a pior regra é aquela que não existe ou não funciona e é o que estava acontecendo’’. Gaillard, no mesmo sentido, declarou que o investidor quer segurança na forma de regras claras.
‘‘Tem regras, está bom’’, disse. Agnelli vê como sinal positiva a decisão do governo de intervir no setor, que ele considera que estava confuso, e o governo demonstrou que quer corrigir as deficiências e atrair mais investidores. Para Brumer, apesar de ser ruim para a imagem, mudanças durante o processo de abertura, as regras antigas não estavam funcionando e, portanto, foi mais correto alterá-las.
Todos consideraram cedo ainda para avaliar as medidas anunciadas. ‘‘Mas o governo tinha que fazer alguma coisa, tinha’’, disse o ex-presidente da ANP. De acordo com o presidente da Light, agora as regras ‘‘estão se clarificando, mas ainda não está tudo esclarecido’’. Gaillard disse que a empresa ainda considera cedo para falar sobre o assunto porque ainda há muitas dúvidas, como a questão dos interesses cruzados entre geração e distribuição. Mas disse acreditar que o maior beneficiado será o consumidor.
Gaillard e Agnelli não reclamaram de o governo estar aumentando o controle sobre o setor. Ao contrário, Gaillard afirmou que o fato de ‘‘o governo ter o controle sobre um setor estratégico e vital para a economia, como é o de energia, não é estranho’’. Ainda sobre isso, ele afirmou que as ‘‘decisões estão no caminho certo’’ para resolver o que chamou de ‘‘fraquezas’’ do setor.

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