Brasília - Novas regras para produtores que exportam carne bovina e bubalina foram anunciadas ontem pelo secretário de Desenvolvimento Agropecuário, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Márcio Portocarrero. Eles terão este ano para fazer identificação de cada animal de suas propriedades no Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov).
  A partir de janeiro de 2007, todos esses exportadores terão que estar com a propriedade aprovada pelo sistema. Quem vende a carne apenas para o mercado brasileiro não será obrigado a fazer o cadastro.
  De acordo com o secretário, a reformulação do sistema de identificação é uma questão de segurança para quem consome a carne brasileira e um incentivo a mais para o produtor. ‘‘O que se espera é que as mudanças nas regras de exportação reflitam no bolso do produtor no futuro com valor pela carne. Superados esses problemas sanitários, a gente possa cobrar a resposta da medida que estamos adotando’’, afirmou.
  Segundo Márcio Portocarrero, a grande novidade para o mercado é o conceito de ‘‘propriedade aprovada’’, que vai credenciar a produção de animais para exportação. Ele disse ainda que o conceito leva em conta questões ambientais, tecnológicas, sociais e sanitárias, o que ‘‘oferece aos países compradores garantias de nossos produtos, além de melhorar a imagem do produto brasileiro fora do país’’.
  Para entrar nas novas regras, o produtor deve procurar o Ministério da Agricultura ou uma agência sanitária da cidade fazer cadastro de produtor, de propriedade e inventário de animais, em que ele vai descrever todo o sistema de produção utilizado. Com os dados em mãos, ele deve leva-los até uma certificadora que vai vistoriar e identificar todos os animais da propriedade. Se a propriedade for aprovada, o produtor terá um número de identificação do animal no Sisbov.
  Qualidade - O governo quer que o consumidor exija do produtor uma carne de melhor qualidade. É com esse objetivo que o Ministério da Agricultura lançará uma campanha de segurança alimentar.
  De acordo com Portocarrero, o consumidor deve exigir que o produtor ofereça uma carne com a mesma qualidade que a exportada. ‘Consumidor pode exigir e o mercado vai ter que se adaptar. E vai se adaptar rápido porque é a regra’, avalia. Para o secretário, a legislação brasileira é bastante exigente nesse aspecto. A campanha será lançada durante a 2ªConferência Internacional de Rastreabilidade, que ocorre em Brasília, em abril.

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