Até 2020, Latam projeta reduzir em 20% as tarifas de quem só levar bagagem de mão
Até 2020, Latam projeta reduzir em 20% as tarifas de quem só levar bagagem de mão | Foto: Anderson Coelho



A nova regra sobre a regulamentação de bagagens entra em vigor na próxima terça-feira, dia 14, mas ainda há muitas dúvidas de como elas serão colocadas em prática. Nas agências de turismo, o clima é de incerteza. Os passageiros que já estavam com viagens programadas estão se antecipando para emitir os bilhetes e garantir o beneficio da franquia.

As companhias aéreas ainda não divulgaram os valores que serão cobrados por mala e nem o percentual de redução no preço das passagens para quem não despachar bagagens. A CVC registrou uma movimento maior nas lojas nas última semana de consumidores antecipando a compra dos bilhetes aéreos.

Quem comprar passagem até o dia 13 de março, não importando a data do embarque, garante a franquia de bagagem gratuita. De acordo com a CVC, o aumento no movimento também se deve a entrada do período de baixa temporada, quando os preços dos pacotes reduzem em até 30% para quem embarcar entre março e junho.

A falta de informações sobre como será colocada em prática as novas regras tem gerado insegurança no mercado. A preocupação dos agentes de turismo é com a estrutura dos aeroportos. "Temos muitos clientes com dúvidas. Mas nós também estamos com dúvidas. A informação não está chegando de forma clara", reclamou Giovanni Prata, gerente comercial da Navega Tur Agência de Viagens e Turismo.

As dúvidas sobre o processo são muitas. Como será feito o check-in de quem vai despachar bagagem? Como será cobrado essa tarifa? Se haverá guichês próprios? Com o aumento da franquia de bagagem de mão de cinco para 10kg, todas as bagagens serão pesadas e os aviões vão comportar tanta bagagem?

Os pontos de interrogação continuam, pois as companhias aéreas ainda não se manifestaram sobre como vão proceder neste sentido. "A nossa orientação tem sido emitir todos os bilhetes que já estão previstos antes do dia 13. Porque não sabemos como será depois", disse Prata.

Nem o Procon sabe como funcionará na prática as novas regras. "Até agora não sabemos como será. Estamos aguardando as empresas definirem as tarifas. Após a entrada em vigor das medidas, o consumidor que tiver dúvida pode procurar o Procon", comentou Gustavo Richa, diretor do Procon de Londrina.

MAIS BARATA
Com a nova regra de franquia de bagagens, as companhias aéreas estão livres para definir perfis tarifários diferenciados. A intenção do governo é que, com a mudança, se crie no País a cultura de passagens "low cost", o que é comum no exterior. "O valor cobrado pela bagagem, quando houver de forma separada, vai ser mais um item de concorrência entre as empresas, e quando há concorrência, há preços mais atrativos para o consumidor, pois é você quem escolhe. E nesse caso, a companhia que cobrar menos pela bagagem, ganhará mais clientes", informou a Agência Nacional de Avião Civil (Anac).

A Latam projeta uma redução em até 20% nas tarifas mais baratas para os voos domésticos até 2020 para quem só levar bagagem de mão. A empresa foi a primeira a anunciar o valor que será cobrado por mala despachada. "A experiência internacional mostra que os preços das passagens caíram e mais pessoas passaram a usar o transporte aéreo onde a bagagem despachada é cobrada à parte. Nossa meta é aumentar em 50% nossos passageiros transportados até 2020", afirmou Cláudia Sender, CEO da Latam Airlines Brasil.

Nos próximos meses, os clientes ainda poderão despachar uma mala com até 23kg de graça. A cobrança será apenas sobre o excesso. A segunda mala será cobrado R$ 80. "Queremos dar tempo ao cliente para que se acostume com nossos novos procedimentos antes de iniciar a cobrança da primeira mala em voos domésticos", comenta Adriana Gomes, diretora de Marketing da Latam.

A Gol Linhas Aéreas Inteligentes anunciou que terá uma classe tarifária mais barata para os cliente que não forem despachar as bagagens. Mas não deu mais detalhes do percentual de desconto nesta tarifa e nem os valores que será cobrado por mala. Segundo a companhia, o valor da franquia ainda será definido, mas ela irá aumentar conforme a quantidade de malas.

A Avianca Brasil informou que decidiu "não cobrar por bagagem no início da vigência das novas regras, pois prefere estudar a questão mais profundamente nos próximos meses". A empresa pretende criar produtos tarifários customizados para atender às necessidades dos perfis dos clientes.

A Azul informou que "está analisando as medidas aprovadas pela Anac (Agência Nacional de Avião Civil) e, em breve, irá comunicar uma posição".

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