Novas normas de bio-segurança
Philip Brasher
Associated Press
De Washington
Os agricultores estão observando para ver se as novas normas que regulamentam o comércio de culturas transgênicas vão prejudicar as exportações de commodities dos Estados Unidos como também a exigência de que as variedades convencionais e biotecnológicas sejam armazenadas separadamente.
O acordo patrocinado pelos Estados Unidos, que foi fechado no domingo depois de uma semana de negociações envolvendo 130 países, vai exigir que os exportadores coloquem uma etiqueta em todos os carregamentos de cereais biotecnológicos. Os rótulos não serão exigidos nos carregamentos de produtos alimentícios, tais como óleo de cozinha ou farinha de milho.
O senador Richard Lugar, presidente do Comitê de Agricultura do Senado e um defensor ostensivo da biotecnologia, disse que a norma de rotulagem será um problema substancial para os agricultores americanos.
Para dizer o mínimo, isto é um depressor para as exportações e o comércio, disse o republicano de Indiana em uma entrevista coletiva à imprensa na segunda-feira.
Uma porta-voz da Associação Nacional dos Produtores de Milho foi mais otimista. Nada neste acordo deve dissuadir os agricultores americanos de usar a biotecnologia, disse Susan Keith, diretora-sênior de política pública do grupo. Não vemos isso como uma segregação obrigatória. Essa será uma decisão impulsionada pelo mercado. Ao contrário do que outros andam dizendo, o céu da biotecnologia não está caindo.
Mas as preocupações de Lugar encontraram eco em uma agremiação menor, a Associação Americana dos Produtores de Milho, que vem criticando a biotecnologia. Este acordo irá colocar um grande fardo nos agricultores e nos terminais graneleiros, resultando em altos ágios pagos às variedades convencionais, disse Gary Goldberg, presidente do grupo.
A American Farm Bureau Federation, que diz que a biotecnologia pode produzir culturas maiores e mais nutritivas, acusou a Frito-Lay de estar se rendendo às pressões dos ativistas anti-biotecnologia. Já o grupo ambientalista Greenpeace e a União dos Cientistas Preocupados (Union of Concerned Scientists) aplaudiram a decisão anunciada na semana passada pela empresa.





