As novas medidas dão incentivo para os bancos ampliarem em 20% ou mais financiamentos automotivos. O banco que não aumentar em 20% o valor dos financiamentos para carro não poderá deduzir esse valor do depósito compulsório.
A partir de agora, o cliente autoriza no próprio contrato a retomada do veículo financiado, caso fique inadimplente, e assume multas e tributos não quitados. O governo estima que o tempo para recuperação do automóvel em casos de inadimplência pode ser reduzido a três meses. Hoje, pode levar até dois anos. Com a nova medida, fica dispensado o protesto judicial para comprovação de inadimplência, bastando uma carta registrada.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) informou, através de nota, que esta medida que dispensa a cobrança judicial obrigatória pelas instituições financeiras é positiva para o crescimento do mercado nacional e pode refletir em uma maior concessão de crédito para o segmento de motocicleta. Segundo a associação, a medida é um pleito do setor desde a queda abrupta das vendas em 2011. No entanto, a Abraciclo acredita que ainda serão necessárias várias mudanças na legislação para viabilizar o processo. (A.B.)

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