Novas medidas de apoio à comercialização do trigo
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quinta-feira, 10 de novembro de 2005
Lana Cristina<br>Agência Brasil 
Brasília - O governo anunciou ontem novas medidas de apoio à comercialização e escoamento de trigo. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Ivan Wedeckin, informou após reunião com produtores e empresários do setor (donos de moinhos) que o aumento no volume de produção será beneficiado com a linha de ajuda ao frete, o chamado Prêmio de Escoamento de Produto (PEP). O volume de PEP, antes estimado em 400 mil toneladas, será de 700 mil toneladas até o fim do ano. Até o momento, já foram escoadas 308 mil toneladas, segundo Wedekin.
O Prêmio ajuda produtores do sul do país a escoarem a produção para regiões distantes, como Norte e Nordeste. Hoje, haverá um leilão de PEP, de trigo armazenado no Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, no volume de 230 mil toneladas, para escoamento destinado a qualquer parte do país, com exceção do Sul e do Sudeste.
Outra medida anunciada por Wedeckin foi a compra de mais 266 mil toneladas de trigo, até o fim do ano, e o compromisso de não vender os estoques oficiais até março, para forçar a subida do preço do produto. Março é época de entressafra, período em que os produtores estão começando a preparar o plantio. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tem 700 mil toneladas de trigo estocadas até o momento. E o prazo para efetuar as compras termina no dia 15 de dezembro. ''Vamos comprar do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina'', disse o secretário.
Wedeckin ressaltou que as medidas de apoio à comercialização do trigo, que vêm sendo anunciadas desde o início de outubro, já resultaram em reação do mercado. A tonelada do produto, antes cotada em, no máximo, R$ 320, está hoje em R$ 400. O valor médio é estimado em R$ 350.
Dois pedidos apresentados na reunião pelos produtores ainda serão analisados pelo governo. Eles querem atenção especial ao empréstimo para aquisição de sementes, concedido por meio da linha Empréstimo do Goveno Federal (EGF). O objetivo é evitar prejuízos com o uso de parte da produção de grãos no plantio e garantir o suprimento de sementes para a safra 2006/2007. É que, ao usar os grãos da safra anterior, os produtores perdem ao deixar de vender o produto, mais valorizado no mercado do que as sementes.
O outro pedido é a prorrogação do pagamento das três primeiras parcelas de custeio, que vencem de outubro a dezembro deste ano, para quitação no final do contrato.


