Novas empresas recebem apoio de incubadoras
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quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
Uma idéia na cabeça e o auxílio de uma incubadora pode ser a receita certa para os empreendedores de plantão. Uma exposição que começou ontem no Centro de Eventos do Shopping Catuaí, em Londrina, apresenta dezenas dessas histórias que envolvem muito trabalho e sucesso. A Feira de Inovação Tecnológica de Incubadores (FITI) tem como objetivo mostrar os produtos tecnológicos que estão sendo desenvolvidos por empresas incubadas ou que recebem apoio de entidades - as incubadoras - para aprimorar a gestão e alavancar projetos empreendedores.
''A comunidade precisa conhecer o que está sendo feito pelas empresas que estão incubadas ou já passaram por esse processo. Essa é a intenção da feira'', afirmou Olávio Schoenau, gerente de inovação e tecnologia do Serviço de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae), uma das entidades realizadoras do evento e apoiadoras das incubadoras do Estado. Segundo ele, estar associado a uma incubadora é um passo importante para os que pretendem ter uma empresa competitiva e sucesso no mercado.
Através desses canais de apoio, os empreendedores têm ajuda financeira, oferta de cursos de capacitação e até mesmo apoio de infra-estrutura: sala comercial, computadores, telefone. As empresas ficam incubadas, em média, durante dois anos. ''Nos últimos cinco anos o Sebrae investiu cerca de R$ 5 milhões nas empresas incubadas'', informou o gerente do Sebrae. Os recursos também são disponibilizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
''O retorno desse investimento vem através dos empregos gerados e pelos impostos pagos por essas empresas. Além disso, o importante é que a tecnologia é paranaense'', enfatizou Silvestre Labiak Jr, presidente da Rede Paranaense de Incubadoras e Parques Tecnológicos (Reparte). Segundo ele, um ponto importante em incubar uma empresa está na possibilidade de sobrevida no mercado.
Labiak salientou que há 15 anos a Reparte trabalha com a incubação de empresas. Uma história, que de acordo com ele, pode ser resumida com sucesso: cerca de 90%, das 50 empresas que já passaram por um desses canais de apoio, ainda estão no mercado. No Estado existem 25 canais de apoio - 19 incubadoras e 6 hotéis tecnológicos, que servem como pré-incubação - e 150 empresas incubadas.
Para Rafael Eduardo Christ, estudante de engenharia da computação e um dos cinco sócios da empresa Hi Technologies, que está com um estande na feira, estar associado a uma incubadora só tem trazido benefícios para o negócio. ''Recebemos apoio para a promoção dos nossos produtos, para viagens, ajuda financeira e oferta de cursos de capacitação. Ficamos preparados para enfrentar o mercado'', destacou Christh.
Um dos produtos que a empresa trouxe para o evento é o Rede Openvida, na área da saúde. Um aparelho conectado ao monitor - ligado a um paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) - permite aos médicos ou enfermeiros monitorar todos os pacientes de qualquer lugar do planeta, através da internet. A empresa está associada à Incubadora Tecnológica de Curitiba (Intec).
Leia amanhã sobre as empresas incubadas de Londrina


