O diretor do Departamento de Proteção e Defesa Econômica (DPDE), do Ministério da Justiça, Darwin Corrêa, alertou que o governo não vai permitir que a ação de quaisquer empresas privadas inviabilize a entrada de novos concorrentes no setor de aviação. O alerta foi feito por causa de rumores que circularam no mercado de que as quatro maiores companhias aéreas estariam tentando boicotar a entrada da nova concorrente, a Gol, que iniciou sua operações na última segunda-feira. ‘‘Estamos atentos a esse novo movimento no setor’’, disse Corrêa à Agência Estado.
O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), George Ermakoff, negou que a entidade que representa Varig, TAM, Transbrasil e Vasp tenha enviado ao Departamento de Aviação Civil (DAC) requerimento para impedir que a Gol ou qualquer outra nova empresa utilize os principais aeroportos do País. Segundo ele, foi enviado um documento técnico ao presidente do DAC, brigadeiro Venâncio Grossi, sobre as restrições operacionais nos aeroportos. ‘‘Mas em nenhum momento foi feita alguma alusão à Gol ou outras empresas’’, afirmou Ermakoff. Ele não quis fazer comentário sobre a nova empresa porque ela ainda não é filiada ao Snea. De acordo com as regras antitruste, o fato de os representantes de uma entidade de classe conversarem ou oferecerem estudos ao órgão público regulador sobre normas para o setor não pode ser considerado formação de cartel.
O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, afirmou que o governo vê com muito bons olhos a entrada de novas companhias aéreas no mercado. Segundo ele, a ampliação da concorrência no setor é resultado de um trabalho feito entre a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) e o DAC durante todo o ano passado.
‘‘Nós elaboramos regras para preparar o mercado para a liberação das tarifas aéreas’’, disse. ‘‘Para isso é preciso que haja boa concorrência no mercado.’’

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