São Paulo - Uma conjunção de fatores detonou finalmente ontem uma recuperação vigorosa no mercado acionário norte-americano, abalado nos últimos dias por escândalos contábeis e crise de confiança na economia. Rumores de que o Fed (Federal Reserve, BC dos EUA) poderia voltar a cortar juros, somados à possibilidade de o governo dos EUA usar recursos de fundos públicos para turbinar o mercado acionário, estimularam a forte recuperação das Bolsas de Nova York.
O índice Dow Jones disparou e fechou em alta de 6,35%, novamente acima dos 8.000 pontos - atingiu 8.191,29 pontos. Essa foi a maior alta percentual do ano. Em Nova York, somente onteme, os negócios superaram o volume de 2,1 bilhões de ações negociadas. O otimismo também atingiu o índice S&P-500, que subiu 5,25%, para os 839,56 pontos, e a Bolsa eletrônica Nasdaq, que reúne as empresas de tecnologia. Ela teve valorização de 4,96%, para os 1.290,01 pontos.
Investidores, banqueiros e administradores atravem-se, agora, a pronunciar a palavra ''crack'' na Europa, onde as sessões na bolsas tornam-se cada vez mais dramáticas desde o começo de julho. De Nova York a Londres, passando por Amsterdã, Zurique ou Paris, os mercados vêm perdendo regularmente 5% em média num só pregão, retornando a índices de há cinco ou seis anos.
Uma recuperação de Wall Street ontem permitiu cicatrizar algumas feridas nas bolsas européias, mas a melhora era insuficiente para compensar todas as perdas registradas durante a jornada. Paris terminou em baixa de 1,5% e Amsterdã de 3,7%, enquanto Londres perdia 2,1%. A Bolsa de Madri fechou com o queda -2,50%), Milão recuou 0,95% e Lisboa também registrou baixa de 2,38%.

mockup