A Bolsa de Nova York sofreu hoje a segunda pior queda em pontos de sua história e, segundo os analistas, atingiu a pior fase da crise por que vem passando há pouco mais de um mês.
O índice Dow Jones, que reúne as 30 ações mais negociadas, caiu 512,61 pontos, ou 6,3%, fechando a 7.539,07 pontos e perdendo tudo aquilo que ganhou neste ano. O índice eletrônico Nasdaq, dominado pelas maiores empresas de computadores, teve sua pior queda, 140,46 pontos ou 8,5%, fechando a 1.499,22 pontos. O Standard & Poor’s 500 também caiu 69,61 pontos, ou 6,8%, fechando a 957,53 pontos.
A queda do Dow Jones ainda não está entre as dez maiores em porcentagem, mas, em pontos, fica atrás apenas da queda de 27 de outubro, de 554,26 pontos (7,18%), quando teve início a crise asiática. Se cair mais 69,47 pontos, o que é considerado bastante provável pelo mercado, o Dow Jones estará 20% abaixo do recorde atingido em 17 de julho, o que é considerado um ‘‘bear market’’. A previsão do banco de investimentos Merrill Lynch, no entanto, é de que ainda deverá cair até 25% do recorde.
O resultado da bolsa de ontem foi provocado por basicamente dois motivos: reação à decisão do parlamento russo de vetar o nome de Viktor Chernomyrdin como primeiro-ministro, o que deverá paralisar a política e a economia na Rússia por pelo menos mais uma semana, já que o parlamento ainda deverá votar sobre isso mais duas vezes, e a informação de que as vendas de imóveis, um dos fatores que tem puxado a taxa de crescimento do país, caiu 1,6% em julho.

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