São Paulo - Uma nova vacina contra a aftosa, que está sendo desenvolvida por um brasileiro, promete ser uma das mais promissoras no combate da doença. Sua maior vantagem é a possibilidade de diferenciar quais animais vacinados estão efetivamente infectados daqueles que estão sãos.
Segundo o professor de veterinária Mauro Moraes, da Universidade Federal de Viçosa, sua vacina poderia significar uma grande economia para produtores que lidam com a doença. Como será possível identificar exatamente quais animais estão infectados, não seria necessário abater todo o rebanho que teve contato com a doença, só os de fato doentes.
‘‘Para exportações, representa perspectivas melhores’’, diz Nilson Roberti Benites, professor da Faculdade de Veterinária da USP.
Atualmente, até animais vacinados que entrem em contato com a doença devem ser sacrificados. A vacina usada deixa vestígios que podem ser confundidos com a doença, tornando impossível separar o gado infectado do são. Além disso, há o custo da vacina, que, mesmo, obrigatória em regiões de risco, não garante a redução de prejuízo se a doença aparecer. A perda com surto de aftosa em um rebanho de 10 mil cabeças, por exemplo, é de US$ 3.500 só com vacinas. Fora o prejuízo com a perda dos animais.

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