O consórcio Globaltelecom vai oficializar a compra do prédio da Sanepar na avenida Higienópolis, em Londrina, nos próximos dias. O grupo vai explorar o serviço telefônico celular no Paraná e Santa Catarina. O prédio de 10 andares foi comprado por mais de R$ 2 milhões. As obras de adaptações do imóvel vão consumir mais R$ 1 milhão, segundo o presidente do consórcio, Francisco Loureiro. Cerca de 200 funcionários devem trabalhar na cidade até o final deste ano. As operações deverão ser iniciadas em outubro. Dos primeiros 60 contratados pelo consórcio, que desde julho fazem treinamento em Curitiba, 20 são londrinenses. No Paraná e Santa Catarina deverão ser abertos 400 empregos diretos e indiretos. ‘‘Os salários mais baixos são de cerca de R$ 700 porque as funções exigem qualificação’’, afirma Loureiro. O consórcio está analisando 1,2 mil currículos de interessados. Formado pela Motorola, pelos grupos brasileiros Suzano e Inepar e pelos japoneses DDI e Nissho Iwai, o Globaltelecom deverá investir US$ 1,3 bilhão em cinco anos, gerando 2 mil empregos diretos e indiretos.
O consórcio vai vender serviços segmentados, segundo Loureiro. ‘‘Apesar da tarifa por minuto ser de R$ 0,33, vamos oferecer alternativas de preços diferentes conforme a preferência do usuário. Quem usa o serviço principalmente pela manhã poderá pagar R$ 0,20 neste período e um pouco mais de R$ 0,33 à tarde. Isto vai baratear a utilização ao longo do mês’’, exemplifica.
O Globaltecom já fez uma pesquisa de satisfação com usuários e não-usuários da telefonia celular no Paraná e Santa Catarina para descobrir possíveis brechas no mercado. ‘‘A pesquisa mostrou que a sensação geral de quem usa o serviço é que paga-se mais do que o devido e, para quem não tem celular, de que o custo é muito alto’’.
Nos próximos três anos, o consórcio deve atender 700 mil usuários nos dois estados. ‘‘Em Londrina, teremos capacidade para atender 15% deste total’’, afirma Loureiro. O Globaltelecom assinou anteontem um contrato inicial de US$ 220 milhões com a CIG (Cellular Infrastructure Group) da Motorola para a compra de equipamentos de infra-estrutura para sistemas e redes analógicas e duas de tecnologia CDMA (Code Division Multiple Access). Com cinco anos de duração, o contrato abrange estações de rádio-base a serem produzidas pela Motorola no Brasil. Quando toda a rede entrar em operação, vai atender um contingente de 14 milhões de pessoas.

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