Uma nova tecnologia patenteada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, USDA, e pela empresa norte-americana de algodão Delta and Pine Land Company põe mais lenha na discussão sobre os organismos geneticamente modificados. A tecnologia - apelidada de Terminator - consiste na modificação genética de sementes para que elas produzam uma só colheita. As sementes das plantas cultivadas são estéreis, ou seja, cada safra, embora abundante, é ‘‘suicida’’.
O principal objetivo do ‘‘inventor’’ desta tecnologia, Melvin Oliver, do USDA, é garantir dólares para a pesquisa de melhoramento de sementes, inviabilizada em diversos setores porque os produtores cultivam as próprias sementes. A previsão é de que as primeiras sementes suicidas comerciais cheguem ao mercado em 2004.
Por enquanto, apenas tabaco e algodão foram testados. Mas já se especula sobre a criação arroz, aveia e trigo ‘‘suicidas’’, ampliando um mercado há muito tempo visado pelas grandes empresas. Diferente do milho, por exemplo, os produtores sempre obtiveram boas sementes destas culturas e não costumam recorrer ao mercado.

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