Gecy Belmonte
Agência Estado
As dificuldades de crédito, aliadas ao aumento de preços dos fertilizantes e dos combustíveis, farão com que a produção agrícola do País tenha um crescimento de apenas 0,5% a 2,6% no próximo ano em relação à colheita deste ano (1998/99), segundo dados divulgados ontem pelo ministro da Agricultura e do Abastecimento, Marcos Pratini de Moraes. Caso se confirme essa variação, a safra 1999/2000 deverá ficar entre 82,839 milhões de toneladas (422 toneladas a mais que a colhida neste ano) e 84,549 milhões de toneladas, numa perspectiva otimista.
Os dados divulgados pelo ministro da Agricultura têm como base o primeiro levantamento da intenção de plantio, que indica uma área entre 36,600 milhões de ha a 37 215 milhões de ha para o cultivo de algodão, arroz, feijão, milho, soja, aveia, centeio, amendoim, cevada, girassol, mamona, sorgo e trigo. O próximo levantamento está previsto para o dia 14 de dezembro e deverá vir acompanhado de informações sobre a perspectiva de produção para os demais países do Mercosul.
Milho A previsão para o milho é a de que haja um
aumento entre 0,2% a 1,5% na área plantada (12,503 a 12,688 milhões de ha), o que deverá resultar em uma colheita entre 33,297 milhões a 33,890 milhões de t, ou 2,7% a 4 5% a mais que a safra 1998/99. Apesar do crescimento, essa quantia não é suficiente para atender o consumo interno, que é de 35,6 milhões de t ao ano.
Para estimular o cultivo do milho, Pratini de Moraes disse que a partir de janeiro próximo o governo irá autorizar a realização de contratos de opção nos financiamentos concedidos para o plantio do produto. Por essa sistemática o governo se compromete a comprar a produção caso os preços do milho estejam abaixo do mínimo na ocasião, sendo que o produtor ainda tem assegurado o direito de vender a produção no mercado quando os preços estão acima desse patamar. ‘‘Esperamos aumentar o plantio com este incentivo’’, disse o ministro, observando que o cultivo do milho começa em fevereiro.

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