Avi Machlis
Do Financial Times
A Computer Associates desenvolveu um software com poderes quase proféticos, usando tecnologia de redes neurais avançadas.
A mais recente tecnologia da empresa funciona de maneira semelhante à de um cérebro e é capaz de analisar transações de negócios complexos. ‘‘É preciso diferenciar correlação e nexo causal para entender como o conhecimento se processa’’, diz Charles Wang, presidente e executivo-chefe da Computer Associates.
Segundo ele, isso resume a diferença entre o software de negócios ‘‘inteligente’’ convencional e o ‘‘Neugents’’, a aclamada tecnologia de redes neurais da Computer Associates.
A empresa está levando a idéia para além de seu uso inicial na administração de redes, estendendo-a ao mundo de informações para negócios.
Com base em tecnologia existente há quase três décadas, o conceito do ‘‘Neugents’’ é ordenar as maciças quantidades de informação que fluem pelas modernas redes de tecnologia da informação.
O sistema funciona como um cérebro humano, observando tendências, ensinando a si mesmo e discernindo entre nexos causais e correlações.
O ‘‘Neugents’’ pode ser ensinado, por exemplo, que a demanda ampliada por um produto em dezembro é fruto de um desvio sazonal.
Diferentemente de outros sistemas ‘‘de regras’’, que precisam receber um fluxo de informações específicas antes de oferecer análises, o ‘‘Neugents’’ deriva por conta própria as normas analíticas a empregar.
Em lugar de uma resposta em simples formato, de sim ou não, como a oferecida pelas demais tecnologias existentes, o ‘‘Neugents’’ informará sobre a probabilidade de que determinado evento aconteça.
‘‘O software toma todos esses dados brutos, caóticos e estuda o que isso causa e com o que isso se relaciona’’, explica Wang.
‘‘O que é bom é que quando se começa a trabalhar em nexos causais, bastam seis meses para o que sistema comece a fazer previsões’’.
Nos últimos seis meses, cerca de 200 companhias norte-americanas começaram a usar o ‘‘Neugents’’ em sistemas de administração corporativa, acionados por software da Computer Associates, a fim de prever defeitos em servidores de redes corporativas de tecnologia da informação.
Esse poder de previsão permite que as empresas tomem medidas preventivas.
‘‘O mesmo vale para a Internet. É preciso integrá-la à sua estrutura geral de tecnologia da informação’’, diz Wang.

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