Rio de Janeiro - Uma tribo de usuários de telefonia celular está levando o aparelho para dentro do mar. Essa é a nova onda de surfistas e praticantes de outros esportes náuticos: entram na água e continuam conectados com o mundo, usando uma capa plástica artesanal de proteção no telefone. O produto esta à venda há dois meses numa rede especializada. Atentos ao uso do celular em condições adversas, fabricantes iniciam o lançamento de produtos mais resistentes.
O funcionário público Elisandre Varella, que pratica até quatro horas de surfe por dia, começou a pegar onda com prancha e celular na época em que seu filho estava para nascer. ''Comecei a levar o aparelho para a água porque tinha de ficar atento. Ele podia nascer a qualquer momento'', diz Varella. A capa está sendo vendida por R$ 29,00 na Vortec, cadeia de três lojas no Arpoador, point de surfistas na zona sul do Rio.
O bodyboarder Paulo Passarinho, 48 anos, dono da Vortec, costuma, por exemplo, pendurar o celular no chuveiro, para não perder ligações de fornecedores ou das lojas quando toma banho. A capa funciona como uma espécie de sacola plástica pequena, hermética, pouco maior do que um aparelho celular, fechada na parte de cima com uma presilha de plástico. Tem alças e pode ser pendurada no pescoço.
Passarinho viu um amigo usando o acessório, importado, comprado a US$ 18, e decidiu procurar um fornecedor local. A Vortec comprou uma primeira remessa de 30 capas de um fabricante no interior do Rio para testar. O resultado tem sido bom.
As indústrias de telefone não oferecem capas plásticas à prova d'água, mas estão atentas à demanda. A Siemens já lançou um celular mais resistente, ideal para esportes ao ar livre. O novo aparelho tem revestimento em borracha e metal, que, segundo a empresa, ''o torna capaz de suportar quedas e respingo de água, bem como partículas de poeira''. (AE)

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