Ontem, a previsão do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e o Simepar era de mais geada em toda a região cafeeira do Estado para a madrugada desta quinta-feira. Além do café, as lavouras de trigo ainda podem sofrer danos com as baixas temperaturas. No caso do milho, não há mais perigo de prejuízos.
Diferentemente das culturas de milho e trigo, que sofreram perdas nesta safra, o café sofrerá prejuízos significativos em 2014. Segundo o levantamento do Deral, do volume esperado para o ano que vem, de 1,54 milhão de sacas, haverá redução para 582 mil sacas, ou quebra de 62% ocasionada pelas geadas deste ano. Os prejuízos totais são de R$ 253 milhões.
Segundo o coordenador estadual do Café do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Silézio Abel Demoner, o produtor não pode – e não deve – mexer na lavoura até o início do mês de setembro. "É preciso passar um pouco mais de um mês da geada para saber os danos causados nas plantas. Se fará necessário realizar o esqueletamento, decepar. Cada caso é um caso."
Demoner explica ainda que, independentemente da situação dos pés de café neste momento, no ano que vem os produtores não terão vida fácil devido a essa forte quebra. "Em relação aos preços, é difícil prever o que vai acontecer, vamos ter que esperar as movimentações de mercado." (V.L.)

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