Nova moeda vai parar nos álbuns dos colecionadores
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de julho de 1998
Carmem Murara 
Apesar de terem desaparecido de circulação, as novas moedas lançadas pelo Banco Central no dia 1º de julho não param de chegar no Estado. Desde que foram colocadas no mercado, a delegacia regional do Banco Central, que tem sede em Curitiba, já recebeu 11 milhões de unidades. Juntas, elas totalizam R$ 1,3 milhão. Mas o volume é insuficiente para suprir a necessidade de moedas do comércio, principalmente porque tem havido um problema inesperado: a retirada informal de circulação de parte do novo estoque, que acaba indo parar nas gavetas e álbuns de colecionadores e curiosos.
A colocação das novas moedas está sendo feita de maneira lenta. O Banco Central optou por não recolher as antigas moedas. Elas vão ser substituídas à medida em que os bancos fizerem o depósito no Banco Central. As moedas velhas não vão perder o valor. Elas continuam a circular por tempo indeterminado, avisa o delegado regional do Banco Central, Alceu César de Almeida Neto.
Outra tática utilizada pelo Banco Central é não trocar as moedas antigas pelas novas, mas apenas por notas. A cada mês, o Banco Central precisa recolher uma média de 4 milhões de cédulas danificadas, que não servem mais para o uso. Um cálculo feito há cerca de dois anos pelo Banco Central mostrou que a confecção de mil cédulas têm um custo de R$ 55, o que totaliza um gasto mensal de R$ 220 mil para imprimir novas cédulas apenas para o Paraná. Os custos são muito altos. Pedimos para as pessoas não estragarem o dinheiro, apela o chefe do Núcleo de Meio Circulante do Banco Central, em Curitiba, Hélio Miguel Silveira.
Ele acredita que com o passar dos meses os bancos vão procurar mais o Banco Central para receber as novas moedas. À medida que os bancos tiveram necessidade, vão adquirir as moedas, mas como o estoque das antigas ainda é grande, a procura tem sido pequena, afirma Silveira.
Em todo o País, foram cunhadas 300 milhões de unidades de moedas, que se somam às 5,3 bilhões do modelo antigo, que permanecem em circulação. Elas têm o mesmo valor das atuais, isto é: os brasileiros encontram as moedas de 1, 5, 25 e 50 centavos e também de um real. A diferença entre elas é a cor e o tamanho, característica que despertou a atenção das pessoas e o desejo de guardá-las.


