Apesar de terem desaparecido de circulação, as novas moedas lançadas pelo Banco Central no dia 1º de julho não param de chegar no Estado. Desde que foram colocadas no mercado, a delegacia regional do Banco Central, que tem sede em Curitiba, já recebeu 11 milhões de unidades. Juntas, elas totalizam R$ 1,3 milhão. Mas o volume é insuficiente para suprir a necessidade de moedas do comércio, principalmente porque tem havido um problema inesperado: a retirada informal de circulação de parte do novo estoque, que acaba indo parar nas gavetas e álbuns de colecionadores e curiosos.
A colocação das novas moedas está sendo feita de maneira lenta. O Banco Central optou por não recolher as antigas moedas. Elas vão ser substituídas à medida em que os bancos fizerem o depósito no Banco Central. ‘‘As moedas velhas não vão perder o valor. Elas continuam a circular por tempo indeterminado’’, avisa o delegado regional do Banco Central, Alceu César de Almeida Neto.
Outra tática utilizada pelo Banco Central é não trocar as moedas antigas pelas novas, mas apenas por notas. A cada mês, o Banco Central precisa recolher uma média de 4 milhões de cédulas danificadas, que não servem mais para o uso. Um cálculo feito há cerca de dois anos pelo Banco Central mostrou que a confecção de mil cédulas têm um custo de R$ 55, o que totaliza um gasto mensal de R$ 220 mil para imprimir novas cédulas apenas para o Paraná. ‘‘Os custos são muito altos. Pedimos para as pessoas não estragarem o dinheiro’’, apela o chefe do Núcleo de Meio Circulante do Banco Central, em Curitiba, Hélio Miguel Silveira.
Ele acredita que com o passar dos meses os bancos vão procurar mais o Banco Central para receber as novas moedas. ‘‘À medida que os bancos tiveram necessidade, vão adquirir as moedas, mas como o estoque das antigas ainda é grande, a procura tem sido pequena’’, afirma Silveira.
Em todo o País, foram cunhadas 300 milhões de unidades de moedas, que se somam às 5,3 bilhões do modelo antigo, que permanecem em circulação. Elas têm o mesmo valor das atuais, isto é: os brasileiros encontram as moedas de 1, 5, 25 e 50 centavos e também de um real. A diferença entre elas é a cor e o tamanho, característica que despertou a atenção das pessoas e o desejo de guardá-las.

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