De Buenos Aires – Os primeiros integrantes de uma nova missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegarão hoje à Argentina para dar prosseguimento à auditoria nas contas públicas, informou o organismo internacional.
A delegação terá como principal objetivo controlar o déficit das províncias, um dos pontos que vêm merecendo atenção do Fundo. Outra recomendação do FMI é a de que as administrações provinciais parem de emitir bônus para pagar salários, num país onde, dos 13 bilhões de pesos que circulam, 5.000 correspondem a esses papéis.
O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, desmentiu que o governo anunciará novas medidas hoje. Ao longo da última semana criou-se grande expectativa na capital argentina por uma série de medidas, que incluíam diversas exigências do Fundo Monetário Internacional (FMI), entre elas, a suspensão da lei de subversão econômica e a eliminação da lei de falências. Além disso, previa-se uma retenção de 20% sobre todo tipo de exportações, com a qual o governo pretendia obter US$ 3 bilhões. Duhalde disse que nesta quarta-feira o governo anunciaria a tantas vezes prometida mas nunca concretizada criação de postos de trabalho temporário. Duhalde disse que planeja a distribuição de um subsídio mensal de 150 pesos (US$ 52,63) mensais a pais de família desempregados.

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