O governo pretende contemplar os pequenos agricultores que ganham até R$ 8 mil por ano com empréstimos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar-Especial (Pronaf Especial). A informação é do ministro da Agricultura, Arlindo Porto, que pretende conseguir mais R$ 1 bilhão para o Pronaf na próxima safra, pois o programa demonstrou em dois anos ser um grande criador de mão-de-obra e, principalmente, um instrumento eficaz para manter as famílias no campo. O governo também quer antecipar para abril ou maio o anúncio do Plano de Safra 1998/99, que começou a ser discutido ontem pelo grupo de Coordenação de Política Agrícola.
Em 1997, segundo o ministro, o governo investiu R$ 1,6 bilhão nos financiamentos de custeio e investimento do Pronaf, conseguindo criar ou manter 1,2 milhão de empregos, de acordo com estimativas dos técnicos do ministério. ‘‘A cada R$ 800 aplicado, o Pronaf conseguiu manter ou criar um novo posto de trabalho no campo’’, disse Porto.
Para comparar, ele lembrou que no setor automobilístico quatro empresas em fase de implantação no País investiram R$ 2,8 bilhões para criar 31 mil empregos, o que significa um custo de R$ 87 mil por posto de trabalho.
Porto destacou que o Pronaf é o programa que mais cria empregos e informou que o desempenho da agricultura no Proger Rural, do Ministério do Trabalho, também foi bastante superior ao Proger Urbano, ficando com 70% a 75% dos recursos.

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