Nova linha deve elevar venda de colheitadeiras
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quinta-feira, 09 de janeiro de 1997
Elvira Fantin Sucursal de Curitiba 
As agências do Banco do Brasil já poderão receber a partir de hoje as propostas para o financiamento de compra de máquinas e equipamentos agrícolas através da Finame, do BNDES. A superintendência regional do BB confirmou ontem que as orientações estavam sendo repassadas a toda a rede de agências. A novidade é que desta vez não incidirá correção monetária sobre o financiamento, mas apenas juros fixos de 16% ao ano. Para todo o Brasil estão previstos R$ 200 milhões.
É a primeira vez que uma linha de crédito para máquinas não tem correção monetária e isto representa um grande avanço, disse ontem Rasso von Reininghaus, diretor comercial da New Holland Latino Americana, empresa do grupo Fiat que fabrica colheitadeiras e tratores na Cidade Industrial de Curitiba. De acordo com ele, o juro prefixado permite ao agricultor planejar melhor sua atividade e seus investimentos, ao contrário da TJLP que era praticada anteriormente.
A New Holland prevê que o novo financiamento eleve as vendas em 40% em relação a 96. O ano passado registrou um recorde negativo com a venda de apenas 899 colheitadeiras de todas as marcas em todo o Brasil. Nunca se vendeu tão pouco, comentou o diretor comercial da empresa. Ele lembrou que em 94 foram vendidas 4 mil colheitadeiras e teve ano em que a comercialização já atingiu 7 mil unidades.
Segundo ele, a nova linha de crédito pode reverter este quadro. O importante, de acordo com Reininghaus, é que o crédito veio na hora certa já que este é o momento em que o produtor está precisando adquirir as máquinas para a colheita da safra de verão que inicia em fevereiro.
A nova linha de crédito foi aprovada pela resolução nº 2.339 do Banco Central em 5 de dezembro último, mas até agora não estava operacionalizada. Pela resolução, o mutuário terá cinco anos para pagar o bem e o financiamento será corrigido anualmente em 16%. Antes, a Finame era corrigida pela TJLP.


