Nova licitação para dragagem nos portos
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quarta-feira, 22 de março de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba Os trabalhos de dragagem nos Portos de Paranaguá e Antonina não têm previsão de data para começarem. Na última quarta-feira, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) realizou uma licitação para decidir qual será a nova empresa que vai operar no lugar da Bandeirantes. De acordo com informações do porto, foi apresentada apenas uma proposta e com valor muito acima do estabelecido no edital que fixava um preço máximo de R$ 35 milhões. Ainda não foi marcada uma nova data para a realização da licitação.
''Estamos ávidos por informações sobre a licitação'', disse o presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Hélio José da Silva. Ele informou que foi marcada uma reunião do CAP para a próxima semana para pedir informações à Appa sobre a licitação da dragagem. Informações extra-oficiais dão conta de que teria havido irregularidades no processo de licitação e na elaboração do edital.
A dragagem é necessária para assegurar a trafegabilidade dos navios. Existe um litígio entre a Bandeirantes e a Appa. A empresa diz que realizou o serviço de dragagem e a administração dos portos diz que não.
O presidente dos Terminais Ponta do Félix, Juarez Moraes, disse que o mercado considerou o valor de R$ 35 milhões da licitação insuficiente. A única empresa que participou da licitação apresentou um valor indicativo muito alto. De acordo com informações extra-oficiais, o valor teria ficado acima de R$ 60 milhões.
Ele disse que, em Antonina, está sendo realizada uma dragagem emergencial até maio pelas empresas Serra da Prata e Califa, com recurso da Appa. ''Se isso não fosse realizado, o porto de Antonina poderia fechar'', afirmou. De acordo com ele, a dragagem de manutenção nos dois portos precisa ser permanente. Moraes disse que o Porto de Antonina já está operando com limitações de calado com profundidade de 8,10 metros enquanto o normal seria 9,5 metros.


