Nova geração de celular só em 2008
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quinta-feira, 01 de setembro de 2005
Renato Cruz<br> Agência Estado 
São Paulo - O cronograma com que trabalha a Superintendência de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aponta que a terceira geração da telefonia celular (3G) na tecnologia W-CDMA, a mesma usada na Europa e em países da Ásia, deve chegar ao País, no melhor dos cenários, entre o fim de 2008 e o começo de 2009. Mesmo que as licenças sejam vendidas em 2006, como vem dizendo a agência.
As operadoras de GSM, como a TIM, a Claro e a Oi, dependem de novas licenças para irem para o 3G, que tem comunicação de dados de alta velocidade e permite aplicações como videoconferência no celular. A Vivo, que usa o CDMA, consegue migrar para o 3G sem frequências novas, com outra solução tecnológica. Mesmo assim, a empresa é a principal interessada no leilão, para completar sua cobertura nacional. A Vivo não está presente em Minas Gerais, um mercado importante.
''É para ficar indignado com um prazo de quatro anos'', afirmou o diretor de Desenvolvimento Estratégico da ZTE, Edson Melo. O mercado está dividido em relação ao 3G. As operadoras de GSM não tem pressa, porque suas redes são novas e ainda não foram amortizadas. A Vivo, por outro lado, foi formada principalmente por empresas que vieram do Sistema Telebrás, com redes mais antigas, o que torna mais fácil investir em novas operações.
Existe até quem veja a defesa do 3G agora pela Vivo como um esforço para enfraquecer as concorrentes, obrigando-as a construir duas redes em seguida. Entre os fornecedores, empresas como a Siemens querem o 3G para depois, enquanto outras, como a americana Lucent e as chinesas Huawei, defendem uma chegada rápida do 3G. ''A Anatel não pode continuar defendendo o GSM'', disse Luiz Cláudio Rosa, vice-presidente de Tecnologia da Lucent do Brasil.
No fim do ano passado havia 30 milhões de usuários de 3G em todo o mundo, num universo de 1,7 bilhão de celulares. Um grande desafio para a 3G no Brasil está nos aparelhos, que são sofisticados e têm preço alto. Não faz sentido aparelhos baratos e de poucos recursos em 3G, porque a grande vantagem da tecnologia está em aplicações como vídeo.


