Nova forma de consumir moda
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de setembro de 2013
Mie Francine Chiba<br> Reportagem Local 
Problemas com o tamanho ou modelo parecem não mais ser um obstáculo para que o consumidor faça compras de roupas e acessórios pela internet. Isso é o que mostrou o relatório Webshoppers, da e-bit, deste ano. O segmento de moda e acessórios ficou em primeiro lugar com fatia correspondente a 13,7% do número total de pedidos (35,5 milhões), deixando para trás segmentos importantes do e-commerce como eletrodomésticos, informática e livros. Nos anos anteriores, o segmento já vinha ganhando posição dentro do ranking dos mais vendidos.
Praticidade, preço e exclusividade são as vantagens de se comprar roupa on-line, segundo dizem consumidores. Na rede mundial de computadores, é possível comprar em sites do mundo inteiro com preços mais vantajosos, ou encontrar aquela peça diferente que ninguém tem por aqui. "Existem tabelas de conversão na internet, e alguns vendedores já dão esta opção", rebate a publicitária especialista em Marketing Digital Mônica Custódio, sobre a ideia de insegurança ao comprar roupas on-line.
Sua amiga, a analista de comunicação Emili Mantovan, fez suas primeiras compras de roupa pela web três anos atrás, quando ouviu amigas falarem de boas experiências que tiveram em lojas de moda on-line. "A gente sempre tem receio de a roupa não servir", conta. "Mas o que chama a atenção é que uma peça que você paga R$ 100 na loja, encontra por R$ 60 na internet." Emili conta que nunca teve problemas com roupas que não deram certo. "Graças a Deus não joguei dinheiro fora. Deu mais certo ainda."
Há ainda quem sequer vai a lojas físicas para fazer compras. Prefere fazer tudo pela internet. "Eu opto por esta ferramenta pela praticidade, e por não ter de comprar somente no horário comercial. Normalmente faço minhas compras no período noturno, depois das 22 horas, quando é bem difícil encontrar lojas abertas", diz Bruno Totti, supervisor de atendimento.
Para ele, outras vantagens estão na variedade de produtos proporcionada pela web e na possibilidade de buscar o preço menor. O supervisor participa de um fórum na internet onde são postadas ofertas diariamente. "Eu sempre vejo e se tiver algo realmente com custo bom, acabo comprando." As desvantagens estão no período de entrega, na falta de contato com o produto que pode levar o consumidor a comprar algo diferente do que imaginava -, e nas questões relacionadas à segurança, opina.
"Hoje é muito fácil abrir uma loja virtual e prometer valores mais baixos. Como o controle neste setor ainda é um pouco falho, é preciso, sempre que for efetuar uma compra, verificar a procedência das lojas. É fácil verificar na internet vários exemplos ruins de compras on-line", comenta o supervisor, sugerindo visita a sites como o Reclame Aqui, portal onde usuários da web relatam experiências negativas de compras pela rede.
Totti diz que nunca teve necessidade de realizar trocas, mas se mostra satisfeito com o tratamento que lojas virtuais dão ao assunto. "Um exemplo é a Netshoes, que possui no site uma página específica para isso, e os produtos também vêm com um folheto dizendo como proceder." A loja de artigos esportivos oferece a primeira troca grátis ao consumidor.


