O Conselho Monetário Nacional (CMN) homologou a nova família de moedas do real, que entram em circulação amanhã, dia 1º. Estas moedas vão conviver indefinidamente com as velhas. Segundo o diretor do Banco Central Carlos Eduardo Tavares de Andrade, existem em circulação 5,2 bilhões de moedas metálicas. O uso manual de moeda é de 800 milhões a 1 bilhão por ano. A unidade produtiva adquirida pela Casa da Moeda para a nova família tem capacidade de fabricar 1 bilhão das novas moedas por ano.
Tavares explicou que, se fosse fabricar 5,2 bilhões de moedas para substituir todas as velhas, no ano seguinte, essa unidade da Casa da Moeda iria operar com ociosidade de 80%, o que seria totalmente antieconômico. ‘‘Esta será uma substituição branca’’, afirmou Tavares. Ele previu que a troca de moedas deve levar cerca de cinco anos e o custo será de R$ 300 milhões. Segundo ele, a família nova de moedas vai ser, em média, 30% mais barata. Uma exceção vai ser a moeda R$ 1, mais cara, mas de falsificação muito mais difícil.
Segundo o diretor de administração do BC, Carlos Eduardo Tavares, a troca total das moedas só será concluída dentro de cinco anos e custará R$ 300 milhões. Tavares informou que no ano 2000 o governo fará um teste com notas de plástico. Será emitida uma série especial em comemoração aos 500 anos do descobrimento do Brasil. ‘‘Vamos ver se as notas plásticas, já usadas na Austrália, funcionam no Brasil.’’ Segundo ele, será uma nota de valor relativamente pequeno para que ela circule e seja testada e não vire peça de coleção.
A participação do presidente Fernando Henrique Cardoso na cerimônia de lançamento da nova família de moedas do real, marcada para as 9h30 de amanhã, é, por enquanto, o único evento oficial agendado para as comemorações do quarto aniversário de circulação da moeda.

mockup