Nova fábrica da VW/Audi no PR vai exportar 50% da produção
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segunda-feira, 11 de setembro de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
A Volkswagen/Audi descobriu na exportação a solução para escoar sua produção e se desvenciliar da estagnação do mercado brasileiro, que somente neste ano começa a dar sinais de aquecimento. A montadora pretende vender para Estados Unidos, Canadá e México mais que o dobro dos carros comercializados no ano passado, quando foram vendidas 53 mil unidades das marcas Gol, Golf além de caminhões. A exportação se traduzirá em crescimento de até 10% nas vendas da produção brasileira.
O presidente da Volkswagen do Brasil, Hebert Demel, disse ontem que aos poucos o mercado automotivo nacional começa a reagir, mas ainda está longe de repetir as marcas obtidas em 1997. Vamos vender mais do que no ano passado, mas a marca de vendas de 97 só atingiremos em 2003, se nada mudar na economia, ressaltou Demel.
Em 97, a indústria automotiva brasileira vendeu 1,95 milhão de carros, enquanto que, no ano passado foram comercializados 1,4 milhão. Todas as montadoras apelaram para descontos, promoções e exportação para conseguir desovar seus estoques e retomar vendas.
As exportações na Volkswagen/Audi se intensificaram a partir do início deste ano, principalmente na fábrica de São José dos Pinhais. Segundo Demel, mais da metade dos carros Golf vai para os Estados Unidos, mas é o México que absorve a maioria da produção global brasileira. O México se tornou um dos principais compradores de carros do Brasil após a redução de 20% para 8% na alíquota de exportação entre os dois países.
Em contrapartida, a Volks brasileira começará a importar os carros Bora, que ainda não são comercializados no País, neste ano. Serão 3 mil unidades do Bora até dezembro, informou o diretor de Assuntos Corporativos da Volkswagen, Miguel Jorge.
Apesar de estar de olho no mercado externo, a Volkswagen não descuida de sua fatia nacional, onde detém a liderança em vendas. O presidente da montadora admite que a guerra está acirrada entre as concorrentes, mas reconhece que isso é positivo para o consumidor. A indústria ainda não se recuperou da crise, mas os consumidores têm vantagens por causa da competição entre as montadoras, afirmou.
O presidente da Volkswagen se referiu ao preço dos carros que tem reduzido em algumas montadoras, como a Fiat, que ontem anunciou redução no valor de alguns modelos . A Volkswagen, ao contrário, não pensa em baixar mais os preços. Não haverá outras reduções no preço. Temos primeiro que esperar o reflexo do Celta (modelo produzido pela concorrente General Motors) no mercado, afirmou Demel. Há algumas semanas, a montadora baixou de R$ 13,9 mil para R$ 13,6 mil o preço básico de seu carro popular, o Gol.


