Nova Esperança pode ter fiação
Representantes da Associação dos Sericicultores de Nova Esperança e do governo do Paraná assinaram ontem um protocolo de intenção com empresários e dirigentes chineses, para a implantação de uma fiação de seda no município. Os cinco chineses, representantes de empresas do setor e do governo da província de Zhejiang, passaram três dias conhecendo o setor produtivo do município. Eles ficaram impressionados com o potencial da região, e animados em investir na industrialização da seda aqui, explicou o prefeito de Nova Esperança, José Benatti (PMDB).
O início das conversações aconteceu em 1997, quando uma missão brasileira conheceu o sistema produtivo chinês. Lá eles fecham o ciclo na mesma região e às vezes até na mesma empresa, revela Benatti. Os chineses foram convidados a conhecer Nova Esperança, responsável por 40% da produção de casulo do Estado. A proposta, segundo Domingos Van Erven, do escritório Brasil/China da Secretaria de Planejamento do Paraná, é de agregar valores ao produto primário. Hoje o casulo é comercializado para empresas da iniciativa privada.
Segundo Benatti, 70% da economia de Nova Esperança depende da seda. O preço pago pelas indústrias está abaixo da necessidade do produtor, e uma fiação iria agregar valores e manter a atividade, afirma. Hoje o quilo do casulo é cotado e R$ 2,10. Benatti calcula que uma fiação nos moldes da planejada exija um investimento de US$ 11 milhões, com capacidade para produzir 180 toneladas de fio ao ano e absorver a produção de 600 sericicultores. Depois dessa visita acho que a indústria está mais próxima, disse.Marcos NegriniParceriaVan Erven, do escritório Brasil/China, junto com empresários chineses durante assinatura de protocoloMarco Zanatta





