São Paulo A AES terá de pagar a partir de maio uma nova dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de US$ 700 milhões, referente ao empréstimo feito pelo banco para que a empresa pudesse comprar sua participação na Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
A operação é semelhante à realizada para compra das ações da Eletropaulo, pelas quais a AES deve US$ 1,2 bilhão. Desse total, duas parcelas não foram pagas, uma de US$ 85 milhões e outra de US$ 336 milhões.
No caso da Cemig, o primeiro vencimento da dívida está marcado para o dia 15 de maio, no valor de US$ 80 milhões.
A AES detém cerca de 14,5% das ações da empresa, que foram dadas como garantia do empréstimo. Ou seja, assim como no caso da Eletropaulo, o não-pagamento da dívida dará ao BNDES o direito de retomar as ações que atualmente pertencem aos norte-americanos.
A dívida já havia sido rolada em 2000 pelo BNDES, quando o governador Itamar Franco suspendeu o acordo que dava à AES e aos outros dois sócios privados da empresa (Southern e Opportunity) o controle da estatal. Embora a pendência com o governo de Minas não tenha sido resolvida, o vencimento da dívida só pode ser adiado por decisão do BNDES.

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