O governo do Paraná anuncia nesta segunda-feira a nova data do leilão da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O comunicado será feito mediante matéria paga em jornais de circulação estadual e nacional. Além da data, o Palácio Iguaçu prepara um novo cronograma pós-privatização.
A fixação do novo cronograma acontece um dia antes de expirar o prazo para que investidores apresentem garantias financeiras à Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC). O não depósito de R$ 400 milhões por nenhum dos grupos que se diziam interessados na compra foi a razão para o cancelamento do primeiro leilão, marcado para 31 de outubro, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
O governo não sabe ao certo com quantos interessados pode contar. A Tractebel e a Vale do Rio Doce desistiram do leilão, um dia depois de o mesmo ter sido suspenso, alegando que o preço mínimo de R$ 5,068 bilhões e a falta de tempo para se organizarem em consórcio contribuiram para o recuo.
A participação da GP Participações e do grupo Votorantim são dadas como certas. Porém, o governo sabe que não pode confiar nisso 100%. Fontes do mercado garantem que a GP não tem capital suficiente para arcar com uma privatização deste porte. O grupo Votorantim disse necessitar de mais tempo para se habilitar.
O dia do novo leilão é guardado a sete chaves, mas não deve ultrapassar o dia 12. Na avaliação do governo, o vazamento de uma informação como esta poderia alertar os adversários à privatização que, nas últimas semanas comandam uma guerra judicial, na tentativa de barrar a venda.
Nesta segunda-feira, por exemplo, a Procuradoria Geral do Estado (PGE), que defende o governo em juízo, pretende derrubar no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre, a última pendência judicial ao leilão: uma liminar concedida na semana passada pelo juiz da 7 Vara Federal de Curitiba, Álvaro Eduardo Junqueira, suspendendo o leilão.
A privatização da Copel também deve ser a pauta da Assembléia Legislativa. Os deputados que apóiam as ações do Fórum Contra a Privatização da Copel correm contra o tempo. Eles querem aproveitar os efeitos da liminar concedida pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Clotário Portugal, que anulou a sessão do dia 20 de agosto. Neste dia, os deputados derrubaram projeto popular revogando a lei que permite a privatização. A votação da matéria não interfere no leilão, mas tem efeito político.

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