Tanto o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) em Londrina, José Roberto Hoffmann, como o presidente do Sinduscon-PR, Ramon Andres Doria, consideram que a nova Cofins vai elevar o preço dos imóveis. ‘‘Calculo que o custo final das obras em Londrina deverão sofrer um aumento de 2%’’, projeta Hoffmann.
  Segundo o presidente do Sinduscon no Paraná, a elevação dos encargos tributários está na contramão dos interesses dos setores produtivos e, consequentemente, dos trabalhadores. Doria diz que é inevitável: Quem vai perder é o consumidor, que amarga um custo maior do imóvel que pretende adquirir’’.
  Doria explica que o governo argumenta que o aumento da alíquota prende-se à atribuição da sistemática da não-cumulatividade contida na mesma medida provisória, como já havia ocorrido, no ano passado, com a contribuição do PIS - cuja alíquota passou de 0,65% para 1,65%.
  Porém, isso só beneficiou as empresas que têm um ciclo de produção longo - o que não é o caso das construtoras. ‘‘Como as construtoras não podem abater créditos da contribuição sobre a mão-de-obra utilizada em seus serviços, o impacto tributário será muito grande’’, analisa. O presidente do Sinduscon em Londrina conclui: ‘‘Já estamos cansados de pagar tantos impostos’’. (G.K.)

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