Os idealizadores da cerveja Zanni, de Jataizinho, que começa a ser distribuída no Norte do Estado a partir de amanhã, apostam em dois trunfos para conquistar o consumidor londrinense: o bairrismo e a nostalgia. ‘‘As pessoas estão curiosas para experimentar o novo produto, que tem gosto parecido com a bebida que era fabricada pela antiga Skol em Londrina. A semelhança de sabor irá transportar o consumidor ao passado’’, aposta Jorge Marcos Abud, gerente geral da Cervejaria Zanni.
Ele acredita ter fôlego para brigar com a concorrência na região justamente por causa desta similaridade entre as duas bebidas já que a empresa dispõe de poucos recursos para investir em mídia no momento. Para colocar a cerveja no mercado, a Zanni investiu US$ 9 milhões. ‘‘Agora, vamos fazer um trabalho de corpo-a-corpo, através de degustação nos pontos de vendas’’, afirma. Nesta semana, Abud diz ter recebido cerca de 50 telefonemas de interessados em conhecer o produto.
A bebida será distribuída em 3,5 mil pontos de vendas de Londrina e região, entre bares, restaurantes, mercearias e panificadoras. Abud já negocia a colocação do produto em vários supermercados da cidade. No Paraná, existem 8,5 mil pontos de vendas cadastrados. ‘‘Inicialmente, cobriremos cerca de 60% do Estado’’, diz ele. O preço da bebida já gelada deve variar de R$ 1,20 a R$ 1,50. ‘‘É similar ao preço da concorrência porque não dá para fabricar uma cerveja de qualidade por menos’’.
A Zanni é feita pelo mestre cervejeiro Otto Siegfried Dummer (leia nesta página), que trabalhava na fábrica da Skol em Londrina. Jorge Abud também exerceu a função de gerente geral da Skol na cidade entre 1989 e 1992. ‘‘Naquela época, nem imaginávamos fabricar outra cerveja. O sonho surgiu depois do fechamento da fábrica’’, conta. Dos 50 funcionários que trabalham na produção da cerveja Zanni, 12 eram da antiga Skol. ‘‘O projeto foi viabilizado pelo dono da Zanni, o empresário José Eugênio Zaniratto’’, diz Abud.
A cervejaria tem capacidade para produzir 100 mil dúzias por mês. ‘‘Apesar do projeto de ampliação depender da aceitação do público, acredito devemos dobrar a produção daqui a 10 meses’’, calcula Abud. A capacidade atual de brassagem (cozimento) é de 800 mil dúzias/mês.
O investimento em novos segmentos de cerveja também faz parte dos planos da empresa, segundo o gerente. ‘‘Mas primeiro temos que colocar o produto no mercado e fazer um trabalho de fixação de marca’’, diz Abud. Atualmente, a fábrica tem 170 funcionários. ‘‘Mas temos intenção de contratar outros 100 nas próximas etapas do projeto. Hoje, já geramos 600 empregos, entre diretos e indiretos’’.
A empresa - antiga Indústria de Bebidas Zaniratto - já produz refrigerantes das marcas Guaratuba, Zanni e Alegria Diet e atua no Paraná, interior de São Paulo, ABC Paulista, Rondônia e Acre. Abud afirma que a Zanni é uma cerveja pielsen, leve, de reduzido teor alcóolico e baixa fermentação. O produto começou a ser engarrafado na semana passada. Os testes foram iniciados há um mês. Quando a linha de produção estiver funcionando a pleno vapor, o faturamento da empresa deve dobrar, segundo o gerente. Em 97, faturou R$ 7 milhões.

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