Nova Bolsa troca moeda real por virtual
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sexta-feira, 07 de março de 2014
Folhapress 
Todas as segundas-feiras à noite, após o fechamento da Bolsa de Nova York, um outro pregão começa ao lado, a menos de cem metros do histórico prédio em Wall Street. Apesar de imitar em praticamente tudo a Bolsa vizinha, o ritual no Bitcoin Center de Nova York se destina à negociação de moeda virtual.
Ali, num ambiente bem menos formal, o bitcoin pode ser trocado por dólar, euro ou qualquer outra moeda aceita por seus participantes. Há a possibilidade, inclusive, de comprar bitcoins com peças de valor, como roupas ou eletrônicos - basta conseguir um interessado.
Desde que foi criado, em dezembro, o centro reúne entusiastas do bitcoin e gente interessada em abrir uma carteira virtual, tendo a "garantia" de negociar pessoalmente com cada comprador. Não há cobrança de taxa, e a cotação é acertada individualmente, com base na estimativa diária do valor do bitcoin.
O criador
Na última quinta-feira, a revista americana "Newsweek" publicou reportagem revelando que uma de suas jornalistas conversou com Satoshi Nakamoto nome atribuído ao criador do bitcoin, mas que muitos achavam se tratar de pseudônimo. Segundo a jornalista, Leah Goodman, o homem é um japonês radicado nos EUA e tem 64 anos.
Formado em física, Nakamoto mora na Califórnia e tem uma vida simples. Um de seus seis filhos o descreve como alguém que trabalha antes de a família acordar e continua até tarde da noite. Porém, estima-se que tenha uma fortuna de US$ 400 milhões em moeda virtual. Segundo Goodman, Nakamoto teria uma carreira "envolta em mistérios", que incluiria trabalhos secretos para o governo dos EUA.
A "Newsweek", entretanto, não conseguiu que ele admitisse explicitamente ser o criador da moeda virtual. A jornalista conseguiu apenas uma conversa breve: "Eu não estou mais envolvido nisso [bitcoin] e não posso discutir", teria dito Nakamoto. "Está com outras pessoas, elas são as responsáveis agora."


