Nova audiência pública discute aftosa no PR
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2005
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
A discussão sobre a existência do vírus da febre aftosa no rebanho paranaense terá mais um capítulo hoje. Deputados federais e estaduais, entidades ligadas ao agronegócio, especialistas e técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) discutem o assunto em audiência pública que será realizada no Plenarinho da Assembléia Legislativa, a partir das 14 horas.
Representantes de entidades e as partes envolvidas na questão da aftosa não acreditam que alguma decisão importante seja tomada hoje. Na realidade, apesar da importância do assunto a audiência promete ser mais um ''debate requentado'' da reunião que foi realizada na terça-feira, em Brasília. As discussões entre técnicos da Seab e do Mapa convocados pela Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal não avançaram em nenhum momento.
Deverão ser os mesmos participantes da audiência de hoje - salvo se houver algum faltoso - somados às entidades convidadas a participar. Como nem todas as entidades estavam presentes na reunião de terça-feira, é possível que os questionamentos se repitam. ''Não tenho expectativas de que as coisas se resolvam hoje. É um debate importante para esclarecer a situação, mas chegamos a um impasse técnico. Hoje, a interpretação dos exames é o pomo da discórdia'', avalia o professor Raimundo Tostes, coordenador do curso de Medicina Veterinária do Cesumar.
O ponto alto da audiência de hoje deve ser a definição de quando os representantes da comissão federal irão visitar as 15 propriedades que estão sob observação no Estado (quatro ainda estão interditadas e uma já foi apontada como foco de febre aftosa). Depois desta visita, os deputados farão um relatório que deve ser votado pela comissão. Se aprovado, o relatório será submetido à votação na Câmara dos Deputados. Esse relatório, inclusive, poderá mudar os atos do Mapa, que confirmou o foco da aftosa no Estado.
''Somos contrários ao abate dos animais enquanto houver dúvidas e enquanto os exames não forem conclusivos que, por sinal, até agora deram negativo. Por princípio, somos contrários a uma solução que prejudique o produtor, que é a parte mais fraca na cadeia do agronegócio. Não podemos pagar sobre o que não devemos'', disse Edson Neme Ruiz, presidente da Sociedade Rural do Paraná.


