Nova ação contesta o porto seco em Londrina
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sexta-feira, 26 de setembro de 1997
Carina Paccola Londrina 
A Name Ingá - empresa que administra a Estação Aduaneira Interior (Eadi) em Maringá - entrou ontem com um mandado de segurança pedindo a suspensão da instalação da Eadi, o porto seco, em Londrina.
A empresa alega que a aduana em Londrina vai prejudicar a movimentação do porto seco de Maringá. Esse é um dos motivos citados também em uma ação popular movida no final de agosto por Lindamir Portes Schindler, e que obteve liminar suspendendo o processo licitatório da Eadi em Londrina.
O procurador chefe da União no Paraná, Waldir José Bathke, disse ontem à Folha que só vai dar informações sobre o mandado de segurança na segunda-feira. Segundo o vice-prefeito e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani, a administração municipal vai fazer o que estiver ao seu alcance para garantir a instalação do porto seco em Londrina.
Canziani afirma que o departamento jurídico da prefeitura ou da Codel vai acompanhar de perto os processos na Justiça. Não vamos sossegar enquanto o porto seco não estiver na Cidade, afirmou.
Os envelopes de 20 empresas interessadas em administrar a aduana em Londrina seriam abertos no início do mês, mas, por força de liminar, o processo acabou suspenso. A Procuradoria da República está pedindo a cassação da liminar. A Receita Federal aguarda o desfecho judicial para retomar a licitação.


