Notas
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Queda no PIB do
Japão surpreende
TÓQUIO - A economia do Japão, a segunda maior do mundo, encolheu 2,9% no segundo trimestre, bem mais do que o previsto pelo mercado. Os analistas da Agência de Planejamento Econômico (EPA) afirmam, no entanto, que a recuperação econômica continua e deve ganhar impulso no segundo semestre do ano.
O Produto Interno Bruto (PIB) registrou queda em termos reais (descontada a inflação) de 2,9% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior, informou a EPA. A taxa anualizada da contração econômica chega a 11,2%. Entre janeiro e março, a economia japonesa cresceu 1,4%, segundo os dados revisados divulgados ontem.
A queda sobre o trimestre anterior é a primeira desde abril-junho de 1996 e está sendo atribuída à forte contração do consumo que se seguiu à elevação, em abril passado, do imposto sobre vendas de 3% para 5%. Economistas ouvidos em Tóquio pela Dow Jones haviam previsto queda de 1,4% no PIB para o período abril-junho sobre o trimestre anterior e queda de 5,6% na taxa anualizada.
Shimpei Nukaya, da EPA, disse que o aumento no imposto sobre vendas foi o principal fator negativo para a economia no trimestre, mas que o consumo está em recuperação. Nukaya admitiu, no entanto, que será difícil cumprir a meta oficial de crescimento de 1,9% do PIB no ano fiscal que termina em 31 de março de 1998.
Ele afirmou que o superávit em conta corrente (balança comercial, fluxo de capitais e transações de serviços) foi equivalente a 2,6% do PIB entre abril e junho, enquanto só a balança de bens e serviços teve superávit estimado em 1,4% do PIB.
Renault volta a
registrar lucros
PARIS - A Renault anunciou ontem um lucro de 1,672 bilhão de francos (278 milhões de dólares) nos primeiros seis meses do ano, nítida alta em relação aos 158 milhões de francos (26 milhões de dólares) durante o mesmo período de 1996, o que significa a firmeza do setor automobilístico do grupo. Este setor reduziu sua perda de exploração de 911 milhões de francos a 162 milhões durante o primeiro semestre deste ano graças, segundo a Renault, ao esforço constante de redução de custos, à recuperação das vendas, a um aumento dos volumes de venda fora da França e a um efeito de paridade monetária favorável.





