Bio Agro Contact Temas como competividade agroindustrial, melhorias genéticas e biotecnologia serão discutidos a partir de hoje, em Foz do Iguaçu, por cientistas e empresários do Brasil e do exterior. Entre eles o canadense Jean-Claude Dufour, do Centro de Ciências Agrárias de Quebec.

Brasil/Canadá O Bio Agro Contact Brasil 2001 foi criado pela província de Quebec em parceria com o estado do Paraná, visando discussões técnicas sobre oito principais segmentos agropecuários (aves, carne bovina e suína, leite, milho, soja, mandioca e piscicultura). O encontro, organizado pelo Centro de Integração de Tecnologia do Paraná (Citpar), começa esta manhã e segue até sexta-feira no Centro de Convenções do Hotel Rafain Palace em Foz. ( Emerson Dias, De Foz do Iguaçu ).

Transgênicos O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, ouviu ontem de um representante do governo alemão que o mercado daquele país está preocupado com o impacto que os produtos geneticamente modificados. O próprio ministro contou ter conversado sobre o tema com o secretário executivo parlamentar do ministério da Alimentação e Agricultura da Alemanha, Gerard Thalheim, que esteve ontem no ministério. ''Ele ressaltou que a preocupação é apenas com produtos de consumo humano, não de consumo animal, como a soja e o farelo de soja'', disse Pratini.

Orgânicos O secretário alemão demonstrou interesse por produtos orgânicos brasileiros, afirmando que na Europa há um nicho para produtos sem defensivos agrícolas. ''Disse a ele que o Brasil tem condições de atender a esses nichos, mas que não estamos interessados em vender produtos limpos sem que nos paguem por isso'', contou Pratini.

Fertilizantes O empresário George Wagner Bonifácio e Souza tomou posse ontem na presidência da Associação das Indústrias Misturadoras de Adubo (Ama-Brasil). As 62 empresas associadas à processaram e comercializaram, no ano passado, quase 5 milhões de t de fertilizantes - ou seja, 30% das 16,4 milhões de t consumidas pela agricultura brasileira -, contabilizando um faturamento em torno de R$ 2,5 bilhões.

Capital nacional O capital das associadas da AMA é 100% de origem nacional. Quase todas essas empresas estão instaladas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do País, atuando com competência e agilidade em todas as regiões agrícolas, suprindo de adubos de alta qualidade, dentro dos padrões oficiais, e com respeito ao meio ambiente, conforme a Mecânica de Comunicação.

Estrutura O setor contempla 3.400 empregos diretos e mais de 2.000 terceirizados ligados às áreas de transporte, armazenagem e logística, além de 3.000 profissionais autônomos de alta capacidade técnica, envolvidos nas áreas de comercialização e assistência técnica, distribuídos em todos os pontos importantes da agricultura da região em que atuam.

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