A nota fiscal eletrônica (NF-e) é uma realidade na legislação brasileira desde 2005, mas foi apenas em setembro de 2008 que a emissão digital saiu literalmente do papel e se tornou uma obrigatoriedade para diversos setores da economia. Por questão logística, o governo federal elaborou um calendário que funciona há dois anos e que vai chegar ao fim em outubro deste ano. O objetivo foi separar determinados segmentos de empresas em lotes para a substituição da nota fiscal de papel pela eletrônica, paulatinamente.
Apenas os modelos de nota fiscal 1 e 1A (vendas de mercadorias e prestação de serviços) vão migrar para a NF-e. Já o modelo 2, que é a nota fiscal de venda ao consumidor, permanecerá no papel.
Na região de Londrina, que envolve 67 municípios, mais de 9 mil empresas deverão adotar a NF-e até o segundo semestre de 2010. O problema é que parte da classe empresarial ainda tem dúvidas sobre o sistema e resiste à mudança. Vera Lúcia Magalhães, sócia de uma empresa de no breaks, tomou conhecimento do assunto apenas no fim do ano passado quando foi orientada por seu contador sobre a mudança.
''Senti dificuldades para me situar à nova realidade, nem mesmo os serviços de informação da Receita Estadual esclareciam minhas dúvidas'', diz a empresária. Depois de muita pesquisa, ela aprovou a mudança e garante que ''é muito simples e bastante segura''. O segmento no qual a empresa de Vera se enquadra teve a obrigatoriedade estabelecida pela Receita em abril.
Até o início de junho, um balanço realizado pela 8 Delegacia da Receita Estadual, de Londrina, revelou que 41% das empresas da região listadas para o lote de 1º de abril não haviam adotado a NF-e. Para o delegado regional da Receita Estadual, Newton D'avila, a baixa adesão pode ser explicada por erros nos dados do ramo de atividade das empresas na Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE). Ele admite ainda o desconhecimento das normas pelos empresários e até mesmo a opção por não adotar o sistema.
Edson de Freitas, coordenador de NF-e da 8 Delegacia, informa que fiscais da Receita Estadual vão visitar os estabelecimentos irregulares com o intuito de orientar os proprietários, mas não descarta a possibilidade de autuação.
Para descobrir se sua empresa encontra-se dentro do cronograma de obrigatoriedade de emissão de NF-e, o empresário deve entrar em contato com o seu contador ou acessar o site da Secretaria de Fazenda do Estado do Paraná.

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