Nota do Brasil passou de 18,8 para 21,6
São Paulo - Dentro de uma escala de nota de zero a cem, o Brasil passou de 18,8, em 2003, para 21,6, em 2004, segundo o Índice Fiesp de Competitividade das Nações (IC-Fiesp) 2006. Esse avanço, no entanto, refletiu a melhora em fatores que pouco diferenciam os países da amostra.
Quando se compara no índice o Brasil com os outros países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), o País fica à frente apenas da Índia, que ocupa a 42 posição e uma nota de 11,5. Provavelmente, segundo José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade da Fiesp, isso se deve ao fato de os indicadores sociais da Índia ainda serem muito inferiores ao restante do mundo, apesar das últimas melhoras nos indicadores econômicos.
A pesquisa divide os 43 países em quatro grupos: competitividade elevada, satisfatória, média e baixa, onde está o Brasil. Os países de competitividade elevada têm nota igual ou superior a 68; os do grupo satisfatório, de 48 a 67,9; os do grupo médio, de 36 a 47,9; e os países de baixa competitividade, igual ou inferior a 35,9.
Os critérios avaliados pelo indicador são: economia doméstica, governo, capital, infra-estrutura, tecnologia, comércio internacional, empresarial e capital humano. Todos esses fatores são formados por subdivisões.
Numa análise de mais longo prazo, entre 1997 e 2004, base de dados do indicador, o IC-Fiesp mostra que contribuíram negativamente, mas de forma leve, para a competitividade brasileira os seguintes fatores: economia doméstica, que inclui atividade, investimento e consumo; tecnologia (gastos, índice de tecnologia e resultados); empresarial (custo e produtividade); e infra-estrutura (geral e negócios). Dois outros itens vêm afetando o índice muito negativamente: governo, que inclui consumo e política fiscal; e capital, formado por juros, sistema financeiro e crédito. (AE)





