São Paulo - Da mesma forma que o mico-leão-dourado, animal ameaçado de extinção, a nova cédula de R$ 20,00 também é uma raridade no varejo. Lançada no dia 27 de junho pelo Banco Central, das 10 milhões de cédulas emitidas até agora, 8,667 milhões de notas de R$ 20,00 - que trazem a estampa do mico-leão-dourado - estão em circulação no país.
José dos Santos Barbosa, chefe do Departamento de meio Circulante do BC, admite que ''o volume em circulação é muito pequeno. Sabemos que o o número de pessoas que usa dinheiro é maior que a População Economicamente Ativa (PEA), pois as crianças recebem dinheiro de seus pais para ir à lanchonete'', disse.
Mas ele garantiu que o problema estará resolvido até o final do ano. ''Até lá teremos de 150 milhões a 200 milhões de cédulas de R$ 20,00 em circulação, volume suficiente para que cada habitante que utiliza nota de papel possa ter pelo menos uma nota deessa'', disse Barbosa.
Para que isso ocorra, entretanto, é preciso que a nova cédula entre em circulação no mercado. E o problema é que até mesmo os lojistas, que são quem mais reclamam da falta de troco do mercado, não estão repassando a cédula para frente.
''Eu mesmo só peguei uma cédula de R$ 20,00 e não passei para frente. Guardei como um tesouro. Ela é tão bonita e tão difícil de ser achada, que dá dó de passar para frente'', disse Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Numa consulta feita com uma rede varejista de São Paulo, Burti constatou que a nota do mico-leão-dourado ainda é ''raridade'. ''A nota não está circulação no varejo.''

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