'Nossa arma é a qualidade no atendimento'
A perda de uma fatia entre 10 a 12% do mercado, embora pareça pequena, trouxe uma série de consequências para a Sercomtel, obrigando a empresa a fazer algumas reformulações em sua estrutura para enfrentar a nova realidade. ''Qualquer empresa que sai do regime de monopólio no mercado e de repente vai enfrentar a concorrência, precisa embalar melhor os seus produtos'', justifica o presidente da Sercomtel, Gabriel Ribeiro de Campos.
Com a entrada da concorrência, a Sercomtel enfrentou prejuízo em alguns anos, trabalhou com margens de lucro menores e, embora não tenha feito demissões em massa, não substituiu os funcionários que se demitiram ou que se aposentaram neste período. O fato de ser uma empresa pública também interferiu no processo. ''Não podemos oferecer produtos abaixo do custo, não podemos perdoar dívidas, não podemos vender para inadimplentes'', afirma Campos.
Ao que tudo indica, a Sercomtel já assimilou a concorrência e tem um bom motivo para comemoração: fechou o balanço do ano passado com ''números atraentes'', como define o presidente da empresa, fazendo questão de destacar que isto não significa que se tenha alcançado o ponto de equilíbrio. ''Administrar despesas é igual cortar cabelo e unha: você tem que cortar todo mês, tem que reduzir seus custos, e tem que diminuir suas margens porque a concorrência vai pressionar''.
O presidente da Sercomtel se orgulha em dizer que a empresa não deve à concorrência em termos de tecnologia, mas ganha com folga no quesito atendimento. ''A Sercomtel está vivendo um período completamente diferente de tudo que já viveu até hoje, enfrentando uma concorrência fortíssima. E não adianta a gente querer guerrear com as armas deles. Nós temos que guerrear com as nossas armas e a nossa arma é a qualidade no atendimento''. Ele se lembra que houve casos de clientes que desistiram da Sercomtel e voltaram à operadora depois de algum tempo perguntando se o mesmo número ainda estava disponível.





