Nos supermercados, derivado de trigo é primeiro a subir
Nos supermercados, a subida do dólar só deverá provocar aumento dos derivados de trigo - 80% do produto é importado -, e das mercadorias que vem de fora. A informação é da Associação Paranaense de Supermercados (Apras). O secretário executivo da entidade, Moacir Moura, afirma que, com exceção das massas, pães, biscoitos e produtos à base de trigo, o consumidor não sentirá grandes reflexos.
Não houve aumento salarial e não existe dinheiro extra no mercado, portanto quem aumentar preços terá de recuar em função de um consumo estagnado, afirma Moura. Segundo ele, em virtude deste baixo volume de vendas, uma suposta escalada de preços está descartada.
O setor espera um crescimento de aproximadamente 4% este ano, o mesmo de 98. Esta semana a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) reuniu os representantes estaduais da entidade para avaliar os impactos da desvalorização da moeda brasileira. Segundo Moura, o setor acredita que deverá ocorrer reação a partir do segundo semestre.
O País precisa agora é de juros mais baixos, afirma ele. Além disso, diz o empresário, o setor aguarda com ansiedade a aprovação do ajuste fiscal e das reformas. Ainda de acordo com o secretário executivo da Apras, os pontos positivos da correção cambial foi o fortalecimento das exportações brasileiras. O lado negativo, entende, é uma desmotivação generalizada. A Apras representa 1,3 mil supermercadistas do Estado que possuem 1,2 mil lojas e empregam 45 mil funcionários. (P.L.)





