O governo do Estado vai repassar R$ 730 mil para instalação de agroindústrias, recuperação de café pós-geada e fomento à agricultura em 14 municípios do Norte Pioneiro. A solenidade de entrega vai ocorrer amanhã, às 15 horas, no ginásio de esportes de Jaboti com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e dos municípios.
Serão repassados R$ 430 mil para instalação de 21 agroindústrias; R$ 210 mil serão destinados aos programas de fomento e saneamento promovido pelo Estado e outros R$ 90 mil serão encaminhados para o programa de recuperação de café pós-geada.
Os recursos são provenientes do Programa Fábrica do Agricultor e Paraná 12 Meses liberados pelo Governo do Estado e do Banco Mundial. Cerca de R$ 430 mil vão garantir a criação e reforma de 14 usinas de processamento de açúcar em Jaboti, duas em Ibaiti e uma em Pinhalão. Jaboti vai receber 67,8% do total destinado às agroindústrias com R$ 292.425,51. A medida vai permitir que os produtores construam e reparem suas agroindústrias.
Dinheiro também será destinado à construção de uma usina de leite em Jacarezinho e para a construção de duas indústrias de doces em Santo Antônio da Platina.
No setor de fomento, agricultura e saneamento os investimentos estão orçados em R$ 210 mil. Os valores incluem a reforma de moradias, equipamentos, saneamento e adubos. Os municípios beneficiados são Guapirama, Ribeirão Claro, Salto do Itararé, Santo Antônio da Platina, Conselheiro Mairinck e Figueira.
Outro setor que também vai receber investimentos será o cafeeiro. De acordo com a programação estão previstos a liberação de R$ 90 mil para a produção e plantio de mudas de café. Os municípios de Ribeirão Claro, Ibaiti, São José da Boa Vista, Wenceslau Brás, Quatiguá, Siqueira Campos serão beneficiados. O projeto deve beneficiar 150 pessoas.
Os técnicos da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) prevêem o plantio de 1,4 milhão de pés de café em cerca de 2 milhões de metros quadrados. A contrapartida dos produtores será realizada com a mão-de-obra e plantio das mudas. O objetivo de acordo com a Seab é ampliar a rentabilidade da propriedade com o cultivo do café.
Açúcar Mascavo Jaboti pode se tornar pólo na produção de açúcar mascavo. Os recursos para a reforma e ampliação das microusinas de açúcar devem consolidar o pólo de fabricação de açúcar mascavo orgânico de Jaboti.
Os produtores iniciaram o desenvolvimento da cultura em 90. A Cooperativa Agropecuária de Produtos Orgânicos da Terra (Cooperterra) centraliza a produção da região e tem associados em várias regiões do Estado.
O chefe do núcleo regional de Jacarezinho da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Fernando Emmanuel Gonçalves, disse que a uniformização do açúcar mascavo vai permitir que os produtores se ajustem ‘as exigências sanitárias da Secretaria de Saúde e aos padrões de qualidade do mercado. Com a produção mais uniforme, os agricultores podem aumentar o potencial de comercialização. A medida amplia o ganho e facilita a negociação com compradores.
Gonçalves explica que o perfil agrícola da região com a manutenção de pequenas propriedades e a utilização de mão-de-obra familiar favorece a implantação de agroindústrias. ‘‘Os recursos devem atender principalmente a comunidades e associações’’, disse. O custo para construção de uma microusina de açúcar está estimado em R$ 21 mil.
A produção de açúcar mascavo orgânico na região é coordenada pela Cooperativa Agropecuária de Produtos Orgânicos da Terra (Cooperterra) em Jaboti. A entidade reúne 42 agricultores e realiza a padronização e comercialização do produto.
O sistema de produção é associativo e permite um volume compatível com a comercialização em larga escala. A produção de açúcar será comercializada no mercado interno e existem propostas de empresas internacionais interessadas no produto.

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