Norte mantém 16% do PIB estadual
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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Nelson Bortolin<br> Reportagem Local 
Num período de cinco anos (2007 a 2011), as participações das 10 mesorregiões do Paraná na produção da riqueza estadual permaneceu praticamente estável. O Estado continua bastante desigual, conforme mostram os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que, na semana passada, divulgou o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios referente a 2011.
O PIB estadual saiu de R$ 161,5 bi para R$ 239,3 bi, no período, aumento de 48,14%. Este número, assim como os demais desta reportagem, não indicam crescimento real. Para isto, seria necessário aplicar a metodologia do IBGE, que leva em conta a inflação.
As mesorregiões que apresentaram mais aumento de PIB foram a Sudoeste, onde ficam Francisco Beltrão e Pato Branco, entre outros 35 municípios, e a Noroeste, onde estão Cianorte, Paranavaí e Umuarama, além de outras 58 cidades. Na primeira, na qual vivem pouco menos de 5% da população do Estado, o PIB aumentou quase 69%, chegando a R$ 9,094 bi. A participação do Sudoeste na produção da riqueza do Paraná subiu de 3,34% para 3,8%.
No Noroeste, com 6,5% da população, o PIB chegou a R$ 10,485 bi em 2011, tendo aumentado 64% nos cinco anos. Com isso, a participação da mesorregião na produção da riqueza cresceu de 3,95% para 4,38%.
Três mesorregiões ficaram bem abaixo da média estadual. A que menos cresceu foi a Centro-Sul, onde estão Guarapuava e Palmas e mais 27 cidades. Ali, vivem 5% dos paranaenses e o PIB atingiu R$ 8,383 bi em 2011, crescendo só 28,26%. A participação do Centro-Sul na produção da riqueza estadual caiu de 4,04% para 3,5%.
O Centro-Oriental, que inclui Ponta Grossa e Ortigueira entre 14 municípios, cresceu apenas 32,38%, chegando a um PIB de R$ 13,742 bi. Nesta mesorregião, vivem quase 7% da população do Paraná e sua participação na produção da riqueza caiu de 6,42% para 5,74%. Mas, a importância do Centro-Oriental para o PIB tende a crescer nos próximos anos. O índice de 2011 ainda não capta os efeitos do forte processo de industrialização da região, também chamada de Campos Gerais.
Entre outras indústrias, Ponta Grossa, por exemplo, recebeu uma montadora de caminhões, a DAF, que passou a operar em 2013. A mesorregião concentra 58% dos investimentos que estão sendo feitos no Estado por meio do Programa Paraná Competitivo, uma das principais vitrines do governo Beto Richa. São R$ 12 bi, incluindo o maior projeto, o da nova fábrica da Klabin, em Ortigueira, onde serão investidos R$ 7,2 bi.
A mesorregião mais pobre do Paraná, a Sudeste, onde ficam União da Vitória e mais 20 cidades, cresceu só 38,84%, chegando a um PIB de R$ 5,159 bi. Ali, estão apenas 4% da população paranaense. E a produção da riqueza, que representava 2,3% do total do Estado em 2007, caiu para 2,16%.
Com Londrina e Maringá, além de outras 77 cidades, e concentrando 19% da população, o Norte Central cresceu na média estadual: 48,9%. O PIB da mesorregião saiu de R$ 26,3 bi para R$ 39,2 bi. E a participação desses municípios na produção da riqueza estadual ficou praticamente estável. Era de 16,32% em 2007 e chegou a 16,4% em 2011.
A mesorregião Metropolitana de Curitiba atingiu a um PIB de quase R$ 112 bi, tendo crescido 50,53%. Nos seus 37 municípios, estão 33% dos paranaenses e a participação da região na produção da riqueza do Estado também ficou estável nesses cinco anos, na casa dos 46%.


