Norte e Noroeste devem resgatar plantio de stévia
Da Redação
A Steviafarma Industrial, de Maringá, está apostando na mãode-obra das vilas rurais das regiões Norte e Noroeste para resgatar o plantio de stévia, suspenso desde 1992, quando a empresa desativou a produção industrial da linha de adoçantes naturais. Para atender um contrato recentemente firmado com os Estados Unidos - no valor de US$ 5 milhões para um período de cinco anos - e a demanda do mercado interno que tem crescido muito, a empresa está sendo reativada e precisa urgentemente de matéria prima.
Para isso, a Steviafarma vai fomentar o plantio em 300 hectares e para isso pretende fechar contratos com aproximadamente 100 famílias residentes nas vilas rurais na região de Maringá, onde está sediada a Steviafarma. A empresa pretende comprar toda a safra. Segundo o diretor Fernando Meneguette, a empresa optou pelo trabalho das famílias de vilas rurais porque o manejo com a stévia, cuja folha dá origem ao adoçante, é totalmente manual e representa uma alternativa de renda para os trabalhadores rurais.
A Steviafarma se compromete a repassar as sementes e garante assistência técnica e os insumos serão pagos com a produção, no período de seis anos. Trata-se de uma cultura fácil de conduzir, que pode gerar receita bruta de até R$ 225,00 por mês, numa área cultivada de dois mil metros quadrados. Segundo Meneguette, esta é uma atividade indicada para a mullher e filhos do vileiro, que pode continuar se dedicando àsua atividade principal, já que uma pessoa consegue cuidar sozinha de 2 hectares com stévia. O trabalho principal é de capina do terreno, irrigação manual e colheita das folhas sem impurezas. Antes mesmo de assinar o convênio com a Secretaria da Agricultura, a empresa já foi procurada por líderes de duas vilas rurais, de Mandaguaçu e Douradina.





