Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
Engenheiros da Compagás (Companhia Paranaense de Gás) devem voltar à região norte do Estado no início de fevereiro com o traçado do gasoduto que deverá ser construído entre Londrina e Maringá. Até agora, 17 empresas de Londrina e 25 de Maringá já se mostraram interessadas em usufruir do gás natural.
Segundo informações da assessoria de imprensa, a empresa está estudando os mapas dos distritos industriais de Londrina, Arapongas, Mandaguari e Rolândia. Até o final desta semana, a Compagás espera que Maringá, Cambé e Apucarana também enviem os seus mapas para análise.
A intenção é construir um gasoduto de 200 quilômetros que atenderá, na primeira etapa, apenas o setor industrial dos sete municípios. Isto equivale a um investimento de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões.
Se tudo ocorrer dentro dos planos da Compagás, a obra deve começar no início de 2001, com duração de um a dois anos. Mas, para isso é preciso que a comunidade aprove o projeto através de audiências públicas que deverão acontecer no próximo semestre. Até lá, a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) está encarregada de elaborar o estudo de impacto ambiental (EIA) e o relatório de impacto ao meio ambiente (RIMA).
A existência de uma fonte abastecedora e uma termelétrica são condições essenciais para que o gasoduto seja viável. De acordo com previsões da Companhia, a demanda na região norte paranaense é de 2,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia, dos quais dois milhões seriam consumidos pela termelétrica. Para atender esses clientes, a Compagás poderá trazer o gás da região de Salta (Argentina), Pitanga (PR) ou Penápolis (ramal do gasoduto Bolívia-Brasil, que deve entrar em funcionamento em março).
Em Curitiba, a rede de abastecimento industrial está quase pronta. Em dois meses, a distribuidora deve começar a obra que vai atender a população dos bairros Champagnat e Água Verde. O objetivo da Compagás é ampliar sua atuação também para Paranaguá e Telêmaco Borba.
O gás natural vem substituir o gás liquefeito de petróleo (GLP), o óleo combustível e a lenha. A vantagem da troca é a economia no transporte e, de acordo com a empresa, a redução da poluição.

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