Juntas, as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá e seu entorno reúnem 50 dos 86 municípios do Paraná com menos pobreza. O mapa feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), com dados do Censo 2010, revela uma extensa área ao Norte do Estado onde o número de domicílios com renda per capita de até meio salário mínimo representa até 18% do total.
Estão nesta grande área três das cinco cidades com menor porcentagem de pobres: Maringá (6,9%), Cianorte (9,6%) e Floraí (9,8%). Somente três municípios ilhados na região se encaixam na segunda faixa do Ipardes, ®MDBU ®MDNM na qual o número de domicílios pobres sobe para entre 18% e 30% do total. São eles: Ângulo (18,7), Sarandi (18,2%), e Pitangueiras (19,5%).
O mapa também mostra que um bolsão de pobreza - onde mais de 40% dos domícilios estão nesta faixa de renda - começa muito perto de Londrina. O município vizinho, de São Jerônimo da Serra, está na lista dos mais pobres, com 41% de famílias vivendo nesta condição. De lá, uma faixa de cidades com muitos habitantes carentes segue atravessando o Paraná, pelo Centro, até a divisa com Santa Catarina, no Sul.
É nela que se encontram as duas cidades com mais pobres: Laranjal e Goioxim. A primeira tem 57,4% de domicílios na faixa de renda per capita mais baixa e a segunda, 52,7%.
PIB
8 Uma análise dos números do IBGE revela que nem sempre um município com uma grande porcentagem de pobres tem baixo PIB per capita. Um bom exemplo é Saudade do Iguaçu (Sudoeste), que tem 26% de domicílios cuja renda per capita é de até meio salário mínimo. Mas seu PIB per capita é o segundo maior do Estado: R$ 62.978.
Outro exemplo é Paranaguá (litoral) com 22% de pobres e o 5º maior PIB per capita (R$ 38.937). Londrina, que amarga a 51 posição no ranking do PIB per capita (R$ 17.396), não sai tão mal quanto ao número de domicílios pobres: 12,1%.
Já Maringá e Curitiba estão mais bem posicionadas nas duas listas. Maringá é a segunda com menos pobres, só 6,9%, e conta com o 24º PIB per capita: R$ 21.711. A Capital tem 7,5% de pobres e o 15º per capita, R$ 24.720.
''Uma cidade pode ter forte atividade econômica, como Paranaguá, mas a participação dos salários nesta riqueza é pequena'', explica Fernando Raphael Ferro de Lima, coordenador de Núcleo de Macroeconomia e Conjuntura do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Segundo ele, o que faz um PIB per capita alto é uma atividade econômica local ''muito forte''. ''Por exemplo, uma indústria mais intensiva em capital, e que vende muito para fora da cidade'', ressalta.

Imagem ilustrativa da imagem Norte do PR tem menor  percentual de pobres do Estado
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