Norte do Estado poderá ter gás de Pitanga ou Bolívia
A previsão do presidente da Compagas, Antonio Fernando Krempel, é que em 60 dias seja definida a fonte de gás natural para a região Norte do Paraná. A direção da Compagas espera resultados de análises técnicas que estão sendo feitas na região central do Estado. Existem duas alternativas. A primeira seria a construção de um gasoduto entre Londrina e Penápolis (Sul de São Paulo). Nesse caso seriam 233 km de gasoduto como ramal do gasoduto Brasil-Bolívia, que abasteceria uma termelétrica de 480 megawatt.
O problema é que o gás boliviano é indexado em dólar, sujeito a constantes alterações cambiais e mais caro que o gás natural. O desequilíbrio cambial, que aumentou a diferença entre o real e o dólar tem inviabilizado a instalação das termelétricas que usariam o gás boliviano.
Uma alternativa mais barata seria a obtenção de gás natural próprio do Paraná, na região do município de Pitanga. Até agora já está confirmada a existência de uma jazida com capacidade para produzir 150 mil metros cúbicos por dia de gás natural. Se houver confirmação da existência de outra jazida na região, a produção poderá sustentar a demanda do Norte do Estado.
Entre as vantagens do uso do gás natural paranaense estão o menor tamanho do gasoduto, já que a distância entre Pitanga e Londrina seria de aproximadamente 150 km. Além disso, por não ser indexado em dólar, o gás brasileiro chega a ser 48% mais barato que o comprado do gasoduto Brasil-Bolívia. A Compagas já fez as análises de viabilidade técnica e ambiental dos dois gasodutos. Assim que os estudos técnicos estiverem prontos, a empresa poderá começar os trabalhos de instalação do sistema.
Outra meta da Compagas para os próximos anos é oferecer gás natural para a região papeleira do Paraná. Através de um ramal do gasoduto Brasil-Bolívia, que entraria no Estado pelo município de Doutor Ulisses, empresas da região de Jaguariaíva, Telemaco Borba e Arapoti teriam acesso à alternativa energética. Nesses municípios estão instaladas as principais produtoras de papel do Paraná. As indústrias papeleiras têm uma demanda grande de energia para fins térmicos, o que as transforma em potenciais consumidoras de gás natural. O gás poderia ser usado no processo industrial ou na cogeração de energia elétrica pelas fábricas. (E.C.)





