Agricultores de Rolândia, Londrina, Cambé, Arapongas e Jaguapitã (norte do Paraná) estão se organizando para uma mobilização na próxima terça-feira. A concentração acontecerá na Praça Castelo Branco, área central de Rolândia (25 km a oeste de Londrina), a partir das 8 horas. De lá, os produtores seguirão até a agência do Banco Brasil para pedir ao gerente prorrogação do contrato de suas dívidas.
  Na seqüência, os manifestantes prometem se dirigir até a praça de pedágio nas proximidades de Arapongas, onde irão entregar panfletos aos motoristas explicando a crise que atinge o setor agrícola do País.
  O presidente do Sindicato Rural de Rolândia, Nikolaus Schauff, disse que os agricultores esperam contar com o apoio da população, sobretudo dos comerciantes. Para ele, os principais problemas enfrentados pelos produtores são os preços baixos dos produtos, dólar desvalorizado, quebra de safra devido as estiagens, juros abusivos, alto preço do pedágio, elevação dos insumos agrícolas, invasão de propriedades rurais e ainda o descaso do governo federal.
  Nikolaus explicou que o protesto em Rolândia será preparatório para a mobilização nacional dos agricultores marcada para o próximo dia 16. Batizado de ‘‘Grito do Ipiranga’’, o protesto visa demonstrar à população brasileira as dificuldades do campo e sensibilizar o Governo Federal a adotar medidas efetivas para combater a crise do setor, entre elas, a adoção de mudanças nas políticas agrícola e cambial, além de alongamento das dívidas.
  ‘‘A situação de endividamento e falta de perspectiva do agricultor é insustentável. O governo precisa oferecer condições para que os produtores tenham condições de continuar plantando’’, afirmou Schauff.
  No ano passado, no Paraná, o valor bruto da produção agropecuária caiu para R$ 24 bilhões, contra R$ 31 bilhões em 2004.

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