Com 13.500 empresas, a indústria de móveis no Brasil gera 250 mil empregos diretos em todo o País. Ano passado, o faturamento foi de US$ 4,75 bilhões. A exportação de móveis também é crescente: em 2000, os moveleiros exportaram US$ 514 milhões, cerca de 35% a mais do que em 1999. Os dados são da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário).
As fábricas de móveis concentram-se em vários pólos. A Região Sul detém os maiores índices de exportação: Santa Catarina é o maior Estado exportador de móveis, responsável por quase 50% das vendas externas do País; em seguida, vem o Rio Grande do Sul, com 35%; Paraná e São Paulo estão praticamente empatados, com 8,21% e 7,88%, respectivamente.
Se há consenso entre os fabricantes de móveis sobre a necessidade de aumentar a exportação do setor, existe uma disputa interna sobre a posição que cada pólo produtor ocupa no ranking nacional. ‘‘Não é uma disputa oficial, e a Abimóvel não se preocupa com a questão’’, diz o secretário executivo da Abimóvel, Eduardo Lima. Segundo ele, a entidade não tem um ranking com a posição de cada pólo no mercado interno.
Eduardo Lima afirma que é inquestionável que o primeiro lugar é de Bento Gonçalves (RS). ‘‘Não só em número de empregos, mas também as fábricas são as maiores e mais bem equipadas.’’ Já a disputa pelo segundo lugar é acirrada entre os pólos do Norte do Paraná, que tem como base a cidade de Arapongas, e Votuporanga (SP), embora utilizem critérios diferentes.
O Norte do Paraná é considerado pelo Sima (Sindicato da Indústria de Móveis de Arapongas) o segundo no quesito faturamento. Em 2000 contabilizou uma comercialização de R$ 650 milhões, considerando as 450 empresas do setor que empregam 9,8 mil trabalhadores. Só em Arapongas, o faturamento foi de R$ 520 milhões, com 142 indústrias empregando 5,8 mil pessoas.

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